Educação

Projeto “Maria vai à Escola” já alcançou mais de 3.900 alunos da rede municipal

O projeto aborda temas relacionados a direitos humanos, igualdade de gênero e a Lei Maria da Penha

Por Laura Silvestre

07/05/2024 - Última atualização 07/05/2024

Respeito se aprende também em sala de aula. E por isso, a Prefeitura de Boa Vista, em parceria com o Tribunal de Justiça de Roraima (TJ-RR) desenvolvem desde 2015 um projeto educativo de conscientização e combate à violência doméstica: o “Maria vai à Escola”. Nesta segunda-feira, 6, foi a vez da Escola Municipal Prof. Maria Francisca da Silva Lemos ser contemplada com a ação que já alcançou 3.957 crianças de turmas do 5° anos de 28 escolas da rede municipal de ensino.

A ação já alcançou 3.957 crianças de turmas do 5° anos de 28 escolas da rede municipal de ensino

A iniciativa tem o objetivo de proporcionar às crianças o devido conhecimento em relação aos direitos humanos, igualdade de gênero, violência doméstica, familiar e a Lei Maria da Penha, a quem o nome do projeto faz referência. A pedagoga Lene Aquino participa do projeto há 5 anos e diz que a proposta vai além do contexto judiciário e do respeito, sendo uma educação que impacta não só os alunos, mas também suas famílias e conhecidos.

Pedagoga Lene Aquino em dinâmica com os alunos

“É um projeto crucial, pois educa os pequenos cidadãos sobre direitos humanos e prevenção da violência, contribuindo para um futuro com menos violência em nossa comunidade. Afinal, nossos alunos são o futuro”, disse.

O “Maria vai à Escola” conta com oito pedagogas da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC), responsáveis por transformar a dinâmica descontraída e confortável, utilizando o suporte didático e pedagógico fornecido pelo TJ-RR. Ao todo, o projeto envolve 8 aulas, que ao fim rendem um certificado de participação aos alunos.

As dinâmicas de sala de aula incluem círculos de diálogo reflexivo, atividades de confecção de cartazes, leitura, teatro, filmes e documentários, que proporcionam a cada criança a chance de se expressar e de se envolver. A primeira dinâmica é a “Meu lugar no mundo”, onde as crianças relatam como se sentem no mundo que o cerca.

Guilherme Trindade participando da dinâmica "Meu lugar no mundo" 

Guilherme Trindade, 10, aluno da Escola Prof. Maria Francisca, disse estar bastante familiarizado com o assunto. Após a aula, ele comentou a importância de falar sobre o respeito e os direitos humanos em sua casa. “É algo que eu já aprendo com meus pais, mas aqui na escola eu irei aprender ainda mais. Estou animado para as próximas aulas”, expressou.

O projeto proporciona a cada criança a chance de se expressar e de se envolver

Jhariuska Jhari, 10 anos, colega de classe do pequeno Guilherme, estava bastante tímida durante a dinâmica da aula, mas empolgada para as próximas. “É bastante novo para mim. Fiquei nervosa, mas foi confortável participar disso com meus colegas. Eu acho legal falarmos como nos sentimos. É importante”, contou.

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FOTOS: Welika Matos – flickr.com/photos/170294565