Cultura

Arara Azul é campeã pela quarta vez do Festival das Araras

As apresentações ocorreram nas noites de sexta-feira e sábado (4 e 5), na Vila Olímpica Roberto Marinho

Por SEMUC

01/12/2014

Pela quarta vez, o grupo folclórico Arara Azul conquistou o Festival das Araras. As apresentações ocorreram nas noites de sexta-feira e sábado (4 e 5), na Vila Olímpica Roberto Marinho. A Arara vencedora entrou novamente na arena na noite de domingo (6) para encerrar a programação e receber o troféu Kiari, que na língua indígena Macuxi significa Arara.

Foram julgados os itens Eremon (que em macuxi significa música); Kiari Tepusen (porta estandarte); Uri Eponen (mulher sábia); Emanon (índia mais bonita); Piasan (Pajé); ritual; desenvolvimento do tema; coreografia; alegorias; evolução; fantasias; apresentador e conjunto.

Mais de 100 participantes apresentaram ao público os mitos da Amazônia e as tradições dos povos indígenas que vivem em Roraima. A Arara Azul mostrou a lenda da Iara, um ser metade mulher e metade peixe que seduz os homens atraindo-os para o fundo do rio. Na segunda noite, fez a encenação das Zarabatanas, que conta a história de um grupo de índios caçadores que travam uma luta contra morcegos gigantes. O grupo contou com alegorias da mãe d´agua e de animais silvestres.

O presidente da Arara Azul, Osvaldo Thomas, afirmou que a vitória pela quarta vez é fruto do trabalho em equipe. “Estamos a cada ano nos esforçando mais para fazer uma festa cheia de brilho, alegria e cores, para tornar o Festival em um referencial cultural. Agradecemos imensamente à Prefeitura por ter nos proporcionado um evento tão lindo como foi. Este ano nos surpreendemos”, ressaltou Osvaldo. O integrante do grupo Kipsi da Silva, 21 anos, disse que o evento é importante para a cultura local. “Estou muito feliz com a vitória do grupo e por ter a oportunidade de participar de uma festa tão linda, onde podemos mostrar nosso trabalho à comunidade”, frisou Kipsi.

Festival

Criado em 2008, a intenção é que o evento potencialize a cultura e o turismo, contribuindo para o desenvolvimento de Boa Vista. A disputa foi inspirada no Festival de Parintins, mas em Boa Vista os grupos trazem personagens com nomes indígenas da língua materna do povo Macuxi. O Pajé virou Piasãn, a Cunhã Poranga é Emanon, Porta-Estandarte é chamada de Iurî Eponen e a Rainha do Folclore é Kari Tepusen. A programação incluiu ainda shows musicais com bandas e artistas locais.