Saúde

Dengue e Chikungunya: Força-tarefa reduz infestação do Aedes Aegypti em Boa Vista

Cerca de 170 profissionais visitam residências na capital para a retirada dos pontos de reprodução do Aedes Aegypti

Por SEMUC

09/12/2014

As ações da Prefeitura de Boa Vista no combate e controle do mosquito transmissor da dengue e chikungunya surte efeito na capital. Segundo dados do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), Boa Vista, que antes registrava o índice de 8,4%, considerado de alto risco, caiu para 2,7% chegando ao médio risco.

Cerca de 170 profissionais visitam residências na capital para a retirada dos pontos de reprodução do Aedes Aegypti. Quase 90 mil domicílios em 40 bairros já foram visitados. Os agentes eliminaram cerca de 70 mil depósitos do mosquito e retiraram mais de 80 mil criadouros encontrados em pneus, latas, garrafas e outros recipientes que acumulam água.

“Devido às ações de educação em saúde e controle por eliminação dos depósitos do mosquito nos domicílios da cidade, tivemos uma expressiva redução nas infestações do mosquito”, ressaltou o coordenador de Vigilância e Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, Rogério Lima.

Desde o dia 8 de outubro uma força-tarefa reuniu as secretarias municipais de Saúde e Gestão Ambiental, Emhur, Secretaria de Estado da Saúde, Corpo de Bombeiros, Ministério Público, Exército e Defesa Civil. A ação segue até 19 de novembro e o objetivo é diminuir a incidência e evitar uma epidemia no município.

A prefeitura reforça a importância da população participar na ação. “Para termos sucesso nessa luta é fundamental contar com o apoio dos moradores. É preciso que colaborem não só durante a ação, mas que seja um trabalho rotineiro nas residências, para proteger a própria família e o município”, destacou a prefeita de Boa Vista, Teresa Surita.

Lixo: O maior depósito de ovos e larvas do mosquito foi identificado no lixo doméstico e em recipientes que acumulam água. No levantamento do LIRAa, pneus abandonados abrigavam 14,9% dos criadouros, enquanto lixo doméstico abrigava 39,4% dos casos. Grande parte dos criadouros está em quintais e terrenos baldios visitados.