Família que Acolhe: professora da USP aborda primeira infância em palestra à equipe do projeto
O objetivo do programa é favorecer o desenvolvimento da criança da gestação aos seis anos, por meio de uma série de ações integradas
Por SEMUC
01/12/2014
Profissionais das secretarias de Gestão Social, Educação e Saúde estão sendo treinados para atuar no Família que Acolhe, programa lançando pela prefeita Teresa Surita. Na noite dessa segunda-feira (23), foram ministradas duas palestras pela professora doutora da Escola de Enfermagem da USP (Universidade de São Paulo) e consultora técnica da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Ana Maria Chiesa, e pelo psicólogo João Batista Oliveira, presidente do IAB (Instituto Alfa e Beto).
O objetivo do programa é favorecer o desenvolvimento da criança da gestação aos seis anos, por meio de uma série de ações integradas. “Em Boa Vista, 66% da população vive em situação de pobreza. Precisamos criar políticas públicas que mudem a realidade das crianças que nascem nessa condição. Quando trabalhamos na base de formação das pessoas, obtemos um retorno maior no desenvolvimento social. Buscamos por meio desse projeto um futuro melhor para a geração que vamos atender”, disse Teresa.
Ana Maria explicou como cuidados e investimentos em educação e saúde nessa fase da vida interferem no desenvolvimento do ser humano. “Temos evidências científicas de que investir na primeira infância traz resultados. Um exemplo é uma experiência realizada em meados da década de 70, nos Estados Unidos. Crianças cujas famílias receberam ajuda externa, quando adolescentes, tinham frequência escolar, notas melhores e o grau de aprendizagem era três vezes maior que o de outras que não receberam intervenção”, disse ela durante a explanação ‘A importância da primeira infância’.
João Batista fez uma abordagem sobre a ‘Ciência do Desenvolvimento Humano’. Verona Machado, uma das coordenadoras do projeto, ressaltou que preparar a equipe vai garantir que o programa tenha êxito. “Nosso objetivo é levar informação às famílias para transformar uma geração e nossa realidade e, para isso, conhecimento é fundamental. As palestras esclareceram pontos importantes sobre o trabalho que vamos realizar”, disse.