Família que Acolhe recebe projetos de acompanhamento de gestação e incentivo à leitura
O lançamento do diário ocorreu nesta quarta-feira, 19, na sede do Família que Acolhe
Por SEMUC
02/12/2014
"Este momento que você está passando é muito bom, mas também pode dar medo. Mas, vai por mim: engravidar é totalmente natural, apesar de ser uma mudança e tanto! Eu passei por isso e anotei tudo aqui: do medo que eu senti quando soube que seria mãe até a hora do parto. Você vai poder conhecer a minha história”. Este é um trecho do Diário de Maria, uma iniciativa da Prefeitura de Boa Vista em parceria com o Instituto Alfa e Beto, destinado para todas as mulheres que estejam no primeiro trimestre da gestação e que participam do programa Família que Acolhe.
O lançamento do diário ocorreu nesta quarta-feira, 19, na sede do Família que Acolhe. No evento, também foram entregues às Casas Mães o kit do projeto Leitura Desde o Berço, um conjunto de atividades que visa o desenvolvimento do hábito de leitura nas famílias. “Hoje nós fizemos o lançamento de mais dois projetos no Família que Acolhe. Os livros irão proporcionar um vínculo mais forte das famílias com o bebê, e o diário vai auxiliar o processo de gravidez com dicas sobre alimentação e desenvolvimento da gestação até a hora do parto”, destacou a prefeita Teresa Surita.
Para Jennifer dos Santos, 20 anos, que está no terceiro mês da segunda gravidez, o diário vai melhorar ainda mais a atenção com o filho. “Estou muito feliz por receber o Diário de Maria, há várias informações importantes que vão auxiliar a minha gravidez e o pós-parto. Na minha primeira gravidez eu não tinha experiência, nessa segunda o Família que Acolhe está me ajudando a compreender todos os estágios”.
Além dos cuidados com as mães, a preocupação com o desenvolvimento infantil se tornou a chave para a diminuição dos problemas sociais em Boa Vista. Segundo o presidente do Instituto Alfa e Beto, João Batista, a leitura pode tornar as crianças melhores no futuro. “A criança não tem condições de crescer sozinha, por isso a importância do programa Família que Acolhe. Aquilo que acontece com a mãe passa para a criança, seja de forma negativa ou positiva. Então a ideia da prefeitura é transmitir tranquilidade por meio dos programas lançados e estimular a criança para que no futuro seja um adulto melhor”, disse o presidente.
Todos os livros que fazem parte das bibliotecas foram cuidadosamente selecionados e são adequados para a faixa etária de 2 a 4 anos. Mensalmente, a família participará de uma reunião, onde receberão instruções sobre as melhores formas de ler, interagir com os filhos e trocar experiências com outras famílias. “As Casas Mães só tem a ganhar com o projeto Leitura Desde o Berço, pois estamos garantindo um futuro melhor às crianças da nossa capital”, informou a coordenadora da Casa Mãe Tia Dulce, no bairro Conjunto Cidadão, Eugerlânia Brandão.