Assistência Social

Parto humanizado é tema de capacitação para servidores do Família que Acolhe

A capacitação foi ministrada por médicos de São Paulo, especialistas no assunto

Por SEMUC

09/12/2014

Um novo olhar e novas formas de atendimento no parto. Esse foi o principal objetivo da capacitação sobre parto humanizado oferecido para enfermeiros,  assistentes sociais, coordenadores pedagógicos e profissionais do Família que Acolhe. A capacitação foi ministrada por médicos de São Paulo, especialistas no assunto.

Durante o encontro, os médicos abordaram sobre o cuidado no nascimento do bebê, informações técnicas e a importância do parto natural. O enfermeiro Agetan Horácio, de 30 anos, trabalha há seis anos na área e está se especializando em enfermagem obstetra. Para ele, o tema é essencial para quem atua diretamente e indiretamente na área.

“Os médicos nos desafiam a fazer uma reflexão sobre o que pode ser melhorado no atendimento feito as grávidas. Além da estrutura do local do parto, as mulheres necessitam de profissionais facilitadores desse processo. Ou seja, a gestante é protagonista do parto, seja ele natural ou Cesário”, comentou.

Um informe divulgado recentemente pelo Fundo de População das Nações Unidas, juntamente a Confederação Internacional de Parteiras, Organização Mundial da Saúde e parceiros, revela que investimentos em partos normais podem salvar milhões de mulheres e bebês.

Os médicos fizeram uma simulação do parto natural, para os participantes vivenciarem a situação da mulher grávida. “Nós improvisamos uma barriga, com peso de 12 quilos, para eles sentirem o peso de uma grávida. Abordamos os dois tipos de parto, porém valorizamos mais o natural. Os problemas e avanços de medicina devem ser acompanhados por toda a sociedade”, disse o médico Lázaro Francisco.

O informe recomenda aos países a investirem em educação e capacitação em parto normal, segundo estandartes acordados internacionalmente, podem reduzir potencialmente as mortes maternas e neonatais em dois terços.

A coordenadora pedagógica Francimeire Souza, de 37 anos, conta como a capacitação vai ajudar no ambiente de trabalho. “A escola é um espaço da família, a gente se depara com adolescentes grávidas e tantas outras situações. O olhar, agora, para cada criança, cada pessoa, é diferente. A gente ver o quanto uma gestação saudável ou não, influencia na formação do ser humano. Tornamo-nos multiplicadores de informações tão relevantes para toda a família”, afirmou Francimeire.