Rede Municipal de Educação: Deficiência visual é tema de capacitação para professores
Cerca de 160 professores e coordenadores pedagógicos participaram de palestras e orientações sobre mobilidade
Por SEMUC
10/12/2014
Fortalecer estratégias de aprendizagem desenvolvidas nas salas de recursos multifuncionais e proporcionar a inclusão educacional e social dos alunos com deficiências visuais. Este foi o objetivo da oitava Oficina Pedagógica, promovida pela Secretaria Municipal de Educação, por meio da Coordenação de Educação Especial, que ocorreu nesta terça-feira, 11, no auditório da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no Centro.
Cerca de 160 professores e coordenadores pedagógicos participaram de palestras e orientações sobre mobilidade, localização da criança no contexto escolar, atividades lúdicas interativas, familiarização de obstáculos existentes na escola, entre outros.
“Quando um aluno cego chega à escola, ele precisa se localizar, para isso, precisa conhecer o espaço da escola. Todas as orientações recebidas aqui foram válidas para que os nossos profissionais da rede municipal estejam preparados e capacitados a receber esses alunos da melhor forma possível”, explicou a coordenadora municipal de educação especial, Meiry Jane Silva.
Os palestrantes foram os técnicos da Secretaria Municipal de Educação, Wellington Alves e Verônica Soares, que trataram sobre a mobilidade para pessoas cegas e a farmacêutica da empresa Biomorin-Brasil, do Amazonas, Sandra Rodrigues, que palestrou sobre doenças metabólicas hereditárias.
“As técnicas repassadas vão desde a sinestesia com os sentidos remanescentes que a criança cega possui como: o tato, o olfato e a audição. Durante a dinâmica, utilizamos a bengala como recurso de movimentos longínquo e ao mesmo tempo movimentos repetitivos. Também desenvolvemos atividades sonoras para identificação de barulho e as atividades táticas para identificar objetos, isso vai contribuir para a vida autônoma da criança tanto no espaço educacional quanto no espaço social”, destacou Wellington Alves.
Para a professora de educação especial da Escola Municipal Edsonina de Brito, Sirlei Ribeiro, as técnicas repassadas durante o evento garantem um melhor acolhimento para o aluno com deficiência visual ao se deparar com ambiente escolar. “Como vem acontecendo ao longo dos anos, estamos sendo capacitados para melhor trabalhar com os alunos cegos nas salas de aula e poder promover a essas crianças inclusão social”, disse.
Salas Multifuncionais - O município dispõe de 60 unidades escolares na área urbana, destas, 48 possuem sala de recurso multifuncional de ensino. A meta da Prefeitura de Boa Vista é ampliar o serviço para todas as escolas da capital até 2016. Na rede municipal são atendidos 14 alunos com deficiência visual e 16 com baixa visão.
As salas multifuncionais atendem alunos com deficiência visual e também auditiva, múltipla, intelectual, física, com transtornos globais do desenvolvimento, espectros do autismo e com altas habilidades.