Boa Vista Junina

Ritual das Araras garante espetáculo no Boa Vista Junina

Arara Azul e Arara Vermelha deixaram de lado as diferenças e se uniram para fazer uma apresentação que animou o público

Por SEMUC

01/12/2014


No tablado do Boa Vista Junina, a rivalidade entre os grupos Arara Azul e Arara Vermelha terminou em festa. Os grupos deixaram de lado as diferenças e se uniram para fazer uma apresentação que animou o público.

Os grupos estavam há mais de três anos sem fazer apresentação no arraial. “Estamos muito felizes em retornar para o Boa Vista Junina. É a oportunidade que temos de mostrar nossa cultura e despertar o interesse para que as pessoas participem do Festival e apoiem o nosso trabalho”, disse Marcos Demarans, presidente da Arara Vermelha.

A prefeita Teresa Surita reconhece o valor cultural desses grupos que expressam lendas e mitos da região Norte. Por isso, incluiu no calendário cultural da cidade o Festival das Araras, que este ano será realizado em agosto.

Ao som da toada e danças, o Grupo Arara Vermelha, que conta com 20 integrantes, apresentou a Lenda da Boiúna. O mito de origem indígena fala de uma cobra imensa que ataca as embarcações. A Arara Azul trouxe outra lenda amazônica, contando a história da Iara, um ser de voz e beleza encantadora, metade mulher, metade peixe, que seduz os ribeirinhos. O grupo subiu no tablado também com 20 participantes.

No ritual, os grupos trazem personagens com nomes indígenas na língua macuxi. Em Roraima, o Pajé virou Piasãn, a Cunhã Poranga é Emanon, Porta-estandarte é chamada de Iurî Eponen e a Rainha do Folclóre é Kari Tepusen.

“Queremos agradecer a prefeita Teresa Surita por nos proporcionar este momento na programação do Boa Vista Junina e mostrar o trabalho que nos esforçamos muito para fazer”, afirmou o presidente da Arara Azul, Oswaldo Thomas.