Saúde

Saúde Mental: Prefeitura disponibiliza atendimentos no Centro de Atenção Psicossocial

O Caps realiza acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer e exercício dos direitos civis

Por SEMUC

01/12/2014

Cuidar das pessoas é uma das prioridades da prefeita Teresa Surita, que vem trabalhando no decorrer de quase 12 meses para proporcionar uma saúde de qualidade à população. Entre os trabalhos que são desenvolvidos, um é especialmente voltado para a saúde mental e vem sendo realizado pelo Centro de Atenção Psicossocial. O Caps promove a inserção social e familiar dos pacientes e possui 828 cadastros de atendimentos.

O Caps realiza acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares. “Nosso trabalho é de apoiar o indivíduo para que retome de forma produtiva e participativa nos diversos ambientes sociais e culturais. No Centro, eles aprendem a valorizar a vida, desenvolver as habilidades e superar as dificuldades”, afirmou a Teresa.

No local, são elaborados projetos terapêuticos individualizados, com cuidado clínico, atendimento em grupo, oficina terapêutica, visita domiciliar e atendimento aos familiares. As atividades são desenvolvidas por assistente social, educador físico, enfermeiro, farmacêutico, psicólogo, psiquiatra, psicopedagoga, terapeutas ocupacionais, técnico em enfermagem e oficineiros.

A oficina de geração de renda é um dos projetos que merece destaque. Pessoas que entraram sem nenhuma perspectiva de vida, hoje já visualizam um futuro melhor, como Cheila Cruz Ambrósio, 38 anos. Ela é a primeira indígena a ser atendida pelo Centro, onde aprendeu nas oficinas e com a ajuda do marido a arte de pintar camisetas. Agora, no período de festas, está pintando camisetas com motivos natalinos. Além disso, confecciona caixinhas decorativas, fuxicos, flores de garrafa pet e outros.

Segundo Cheila, o trabalho é uma terapia. “As oficinas fizeram com que eu descobrisse minhas habilidades com a pintura. Fui recebida com todo o carinho pela equipe, que me acolhe muito bem. Somos uma família. Cheguei aqui com depressão, sem nenhuma perspectiva de vida e hoje já consigo visualizar um futuro melhor, restaurando a cada dia a minha saúde. Só tenho a agradecer”, confirmou.

Segundo o psicólogo Sérvulo dos Santos Silva, coordenador de saúde mental, os diversos transtornos e doenças da mente podem causar danos irreversíveis na vida do indivíduo. “A participação e o envolvimento deles nas oficinas melhoram e muito no período crítico da doença. Eles melhoram a qualidade de vida, o relacionamento com os outros. Eles se sentem acolhidos, compreendidos e o resultado prático das oficinas são os produtos artesanais feitos com muito carinho por cada um”, explicou.