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Alunos do Brasil Alfabetizado retornam às aulas nesta segunda-feira
Os professores alfabetizadores do programa têm como meta promover a superação do analfabetismo entre jovens com 15 anos ou mais, adultos e idosos.
Por SEMUC
30/01/2015
Nos dias 2 e 5 de fevereiro, os alunos do Brasil Alfabetizado retornam às aulas nas escolas municipais e Cras, respectivamente. São 271 alunos matriculados e distribuídos em 11 polos. Os professores alfabetizadores do programa têm como meta promover a superação do analfabetismo entre jovens com 15 anos ou mais, adultos e idosos.
Em 2014, a Prefeitura de Boa Vista adotou o programa Brasil Alfabetizado, idealizado pelo Ministério da Educação. Sob a coordenação da Secretaria Municipal de Educação, o programa conta com uma equipe de 12 professores distribuídos em 15 turmas.
Os polos de alfabetização funcionam atualmente nas escolas municipais Raimundo Eloy Gomes (Senador Helio Campos), Glemíria Gonzaga Andrade (Cidade Satélite), Francisco Cássio de Moraes (União), Hilda Franco (Equatorial) e nos Cras do Centenário, Pintolândia, Calungá e União. A Associação dos Moradores do bairro Santa Tereza também funciona como apoiadora do projeto.
A coordenadora geral do programa em Boa Vista, Paula Monalisa, explica que o Brasil Alfabetizado reconhece a educação como direito humano e a oferta pública da alfabetização como porta de entrada para a educação e a escolarização das pessoas ao longo de toda a vida.
“As pessoas que não tiveram acesso à educação, seja por qualquer motivo, podem, por meio desse programa, ter esse aprendizado ainda. Independente da idade ou condição financeira, sempre há tempo para aprender”, enfatizou.
Segundo a professora Maria das Graças, da Associação dos Moradores do bairro Santa Tereza, entre os alunos existem histórias das mais comoventes até as mais curiosas, que dificultaram o acesso ao ensino regular.
“A maioria dos meus alunos é formada de pessoas idosas que não puderam estudar por conta das dificuldades vividas durante a juventude, pois tinham de trabalhar para ajudar nas despesas da casa, deixando de frequentar a escola. Há inclusive uma de minhas alunas, que não estudou quando jovem porque o pai não queria que ela soubesse escrever e assim enviar bilhete para algum pretendente”, relatou.
Os jovens, acima de 15 anos, adultos e idosos que tiverem interesse em retomar os estudos, devem procurar informações em um dos 11 polos citados nesta matéria. Os municípios que realizam o programa recebem apoio técnico na implementação das ações, visando a garantir a continuidade dos estudos aos alfabetizandos.
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