Saúde

Aniversário de 6 anos: Programação especial destaca especialidades do Samu

Parte da Praça das Águas até a avenida Major Williams serviram de palco para a exibição de equipamentos e pertences utilizados pelos profissionais do atendimento.

Por SEMUC

09/02/2015

Em comemoração aos seis anos de instauração do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Boa Vista, a Secretaria Municipal de Saúde organizou um evento especial nesse domingo, 8. Parte da Praça das Águas até a avenida Major Williams serviram de palco para a exibição de equipamentos e pertences utilizados pelos profissionais do atendimento.

Cerca de 300 pessoas visitaram a exposição montada e ainda contaram com instruções e dicas de primeiros socorros. Segundo a técnica em enfermagem Daiane Lopes, a intenção foi esclarecer à população as reais atribuições do Samu. “Muitas pessoas ainda acreditam que ligar para o 192 é apenas pedir para a ambulância buscar a vítima no local. Na verdade, nós atendemos aos feridos usando todos os equipamentos que temos. Ou seja, somos responsáveis pelo Atendimento Pré-Hospitalar (APH). Só quando as vítimas estão estabilizadas, nós as levamos à unidade hospitalar”, esclareceu.
Por volta das 21h, houve a simulação de um acidente entre carro e moto. No meio da dramatização, os profissionais do Samu eram acionados, demonstrando ao público presente como é feito o trabalho de atendimento. O resultado foi emoção e sensibilização por parte da população, seguido de muitos aplausos aos socorristas.
“Eu queria parabenizar a prefeitura por essa brilhante ideia. Eu achava que o Samu tinha as mesmas atribuições dos bombeiros, mas é totalmente diferente. Com essa exposição, percebi que basta querer aprender sobre os primeiros socorros, que já podemos ajudar bastante ao próximo”, afirmou a professora Patrícia da Silva Gomes, de 38 anos.
Conquistas: O Samu da capital recebeu diversas melhorias de 2013 para cá. De acordo com o profissional João Alberto Werlang, que atua no órgão desde a implantação na cidade, a maior delas foi a aquisição de equipamentos de primeira categoria.
Dentre os equipamentos novos recebidos, entra em destaque o cardioversor, utilizado na ambulância para Suporte Avançado de Vida (Sav). O aparelho ajuda vítimas com paradas cardíacas e ainda envia dados constantes de como estão os batimentos do socorrido. Também foram recebidas novas pranchas e macas com head blocks, ou seja, com suporte para proteger a cabeça da vítima.
“Praticamente tudo de novo e bom que recebemos veio agora com a prefeita Teresa Surita. Só para ter uma ideia, antigamente as compressas eram contadas. Sendo que num adulto com a perna esmagada, por exemplo, são utilizadas mais de 10 compressas para estancar o sangue. Isso simplesmente não acontece mais”, contou Werlang.
Atualmente, o Samu conta com 4 ambulâncias, sendo uma delas a já mencionada Sav, e 2 motolâncias. “Pela velocidade, elas são utilizadas em trauma clínico, por conta do tempo de resposta. São pilotadas por enfermeiros”, informou Werlang. A equipe de profissionais agora soma 59 pessoas – 25 técnicos em enfermagem, 8 enfermeiros, 6 médicos e 20 condutores.
“No fim, o maior avanço que tivemos foi o respeito com o Samu por parte da prefeitura. A valorização do serviço cresceu de tal modo que agora temos um Núcleo de Educação em Urgência, que começa a funcionar neste semestre e serve de escola para qualificar ainda mais nossa equipe”, acrescentou o superintendente de Atenção Especializada do Samu, Luciano Coutinho.
Dados alarmantes: O Samu tem por função cuidar dos casos de acidentes de trânsito e emergências clínicas – como paradas cardiorrespiratórias, partos dentro de casa, vítimas de armas brancas ou de fogo. Em 2014 foram realizados 22 mil atendimentos, porém, o que chamou a atenção do Samu é que 4.762 dos chamados foram em decorrência de tragédias no trânsito da capital, sendo que 74% delas envolviam motocicletas.
Ainda, a maioria dos acidentes tinha indivíduos com idades entre 18 a 30 anos, sendo quase todos do sexo masculino. O superintendente Luciano explicou o que acredita ser a razão do que ele chamou de “epidemia de acidentes”. “O poder de compra do brasileiro aumentou, no entanto, a responsabilidade diminuiu por parte dos condutores, especialmente os mais jovens”.
Além da falta de responsabilidade com relação à habilitação, o superintende também atentou para o fato de muitos desses indivíduos andarem em altíssima velocidade. “Como nossas vias são rápidas, a alta velocidade somada com a ideia que os jovens têm de que são ‘invencíveis’ só causa mais tragédias”, enfatizou.
No caso dos veículos de quatro rodas, as graves ocorrências se devem por conta da não utilização do cinto de segurança. “E por fim, sempre temos o álcool. Infelizmente, o hábito de beber e depois dirigir/pilotar é uma realidade neste país. Os finais de semana traduzem bem: de sexta até domingo, é só acidente de trânsito, com a grande maioria dos envolvidos alcoolizada”, finalizou Luciano.