A comunidade dos bairros Caranã, Cauamé, Jardim Caranã e União participou da Pré-conferência Municipal de Saúde, ocorrida na noite desta quarta-feira, 11, na escola Maria Gonçalves Vieira, no Caranã. Eles discutiram e debateram propostas que serão encaminhadas à 5ª Conferência Municipal prevista para o mês de julho.
As discussões foram em torno de atenção básica de qualidade, humanização nos atendimentos, melhor estruturação nos postos de saúde, participação social, ciência e tecnologia e maiores investimentos no setor. Cada um desses temas foi debatido individualmente. Com foco na Conferência Municipal, as propostas apresentadas vão compor as diretrizes do Plano de Saúde Pública da capital.
“A gestão da prefeita Teresa Surita prioriza a participação popular na elaboração das políticas da cidade. E no setor de saúde não será diferente. Então, nas pré-conferências vamos captar as demandas, as necessidades da população, bem como dos trabalhadores que atuam neste setor e chegar à Conferência Municipal de forma mais madura e com propostas definidas”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Lopes.
Para o comerciante Antônio Justino, 63 anos, pessoas idosas têm uma grande necessidade de atendimento mais humanizado em toda a rede municipal de saúde. “Nós participamos dos debates, pois nós queremos um tratamento melhor, mais medicamentos disponíveis nos postos e melhorias. Esperamos que essas propostas sejam atendidas, pelo bem da população”.
A dona de casa Yonara Oliveira participou pela primeira vez de uma pré-conferência de saúde e segundo ela, é importante que toda a população tenha parte nas discussões como esta. “Vim e gostei muito. Foi organizado, as propostas foram bem apresentadas e debatidas. Eu tenho uma filha bebê e outros filhos pequenos e sei a necessidade de ter uma saúde pública mais digna”.
Propostas – Nos painéis onde foram discutidos os eixos temáticos, foram definidas diversas propostas a serem apresentadas na Conferência Municipal de Saúde. Entre as principais, destacam-se: promover a criação de conselhos locais de saúde; fortalecer programas de atenção e capacitação dos servidores; aumentar o financiamento no serviço público e diminuir a complementar; aquisição de tecnologias para fortalecimento e estruturação da saúde no município; buscar formas de aferir a qualidade do atendimento junto ao usuário e também garantia de atendimento fora da área de abrangência (quando identificado que na área de origem não há cobertura).