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Projeto Crescer: Integrantes confeccionam lancheiras em forma de bolsas
Para fazer uma única bolsa são necessários, aproximadamente, sete dias de empenho. As moças ficam com tecidos floridos e os rapazes, com panos xadrez
Por SEMUC
15/04/2015
Todos os dias, os integrantes do Projeto Crescer passavam pela mesma dor de cabeça: a dificuldade de levar o lanche que recebem no programa para casa. Ou muito amassada ou espalhada nas vasilhas, a comida deixava de ser apetitosa.
“Então resolvemos confeccionar essas lancheiras em forma de bolsas, com os tecidos da nossa própria oficina. O legal é que até mesmo aqueles que resistiram a princípio, decidiram fazer depois, porque mesmo que não usem, eles fazem para a mãe, uma namorada, alguém querido”, contou Davi Mascarenhas, gerente da Oficina de Moda e Serigrafia do Crescer.
A beleza das confecções dá trabalho. Para fazer uma única bolsa são necessários, aproximadamente, sete dias de empenho. As moças ficam com tecidos floridos e os rapazes, com panos xadrez. Além da linha e agulha, os integrantes utilizam cola quente, flores de fuxico, passa fitas, viés e muita criatividade, para que nenhum material saia igual ao outro.
Apesar do trabalho, o resultado é satisfatório em vários setores para os jovens. É o que conta Laécio Lima, de 15 anos. “Quando eu cheguei em casa com minha bolsa, mamãe não acreditou que fui eu quem fiz, mas depois até pediu o acessório pra ela. Eu estou tão contente, porque antes ela só reclamava de mim, mas depois que entrei aqui, a gente passou a conviver melhor”, afirmou.
Muito além de moda: Davi explicou que, como os trabalhos são todos coletivos e o aprendizado é repassado entre os alunos, o senso de responsabilidade e companheirismo em cada um dos jovens se intensifica. “Aqui a gente conversa muito, trocamos ideias e percebemos que eles aproveitam o máximo que podem essas oportunidades de aprendizado que aparecem. Sai aquele desejo por confusão e surge o respeito ao próximo”, destacou.
Como deixa de existir individualidade em atividades como a confecção dessas bolsas, os adolescentes acabam se tornando mais comunicativos. Moças tímidas como Gilvana da Silva, de 15 anos, trabalham focadas, empenhadas, mas com bom humor e trocando risos com outros integrantes. “Dá trabalho fazer essas bolsas, mas eu gosto. Me sinto de bem comigo mesma quando termino mais uma etapa da confecção todo dia”, frisou.
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