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Alunos aproveitam as primeiras experiências nas aulas do Projeto Maria Vai à Escola
De forma dinâmica e interativa, as profissionais abordaram assuntos relacionados à violência doméstica contra a mulher e explicaram o que são os direitos humanos, além de entregarem cartilhas educativas para os alunos.
Por SEMUC
11/05/2015
Os alunos da Escola Municipal Laucides Inácio Oliveira, localizada no conjunto Pérola do Rio Branco II, tiveram as primeiras experiências do projeto Maria vai à Escola nesta segunda-feira, 11. De forma dinâmica e interativa, as profissionais abordaram assuntos relacionados à violência doméstica contra a mulher e explicaram o que são os direitos humanos, além de entregarem cartilhas educativas para os alunos.
Bem participativos, os estudantes da turma do 5º ano aproveitaram cada momento. Ao personalizar as cartilhas recebidas, cada um usou a criatividade e desenhou na capa algo que representasse o projeto. Os alunos Ytalo Kauã, de 10 anos e Adriana Soares, de 12, garantiram que vão levar o que aprenderam sobre o assunto para a casa. “Achei muito legal, já no primeiro dia aprendi muita coisa. Que não devemos bater em ninguém, devemos ser amigável e ajudar as pessoas que passam por essa situação de violência”, disse Adriana.
Fruto da parceria entre a Prefeitura de Boa Vista e o Tribunal de Justiça do Estado de Roraima, o projeto é inovador e promete reforçar ainda mais o ensino em Boa Vista e difundir a Lei Maria da Penha no ambiente escolar. A proposta é inserir no currículo das turmas de 5° ano do Ensino Fundamental questões relacionadas aos direitos humanos, violência doméstica e familiar contra a mulher e igualdade de gênero.
Aurilene Moura, pedagoga do Tribunal de Justiça e coordenadora do projeto, explicou como surgiu o Maria Vai à Escola. “É um projeto que existe nacionalmente, foi criado no estado do Amazonas e então replicado em outros estados. Cada tribunal adotou sua metodologia de ensino, procurando uma forma de aplicar melhor no seu estado. Nós, por exemplo, buscamos trabalhar com alunos do 5º ano”, explicou.
Clara Matos coordena o projeto na Secretaria Municipal de Educação e destacou a importância desta abordagem com os alunos. “É importante trazer para a área da educação a conscientização em relação a Lei Maria da Penha, buscando uma abordagem dinâmica e possível às crianças do 5º ano. Existe todo um trabalho pedagógico voltado para essa faixa etária”, destacou.
O plano de ação é executado pelo 1° Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e a Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Para isso, foram capacitados pelo Tribunal de Justiça cinco profissionais da Educação Municipal para atuarem diretamente nas turmas, entre eles professores e técnicos. O projeto terá duração de 30 dias, e conforme cronograma de execução, será levado para as demais escolas da rede municipal.
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