Educação

Alunos da Escola Laucides de Oliveira recebem certificados do projeto Maria vai à Escola

O evento marcou o encerramento da primeira etapa do projeto e reconheceu a exemplar participação dos estudantes nesta iniciativa inovadora.

Por SEMUC

26/06/2015

Considerado os pioneiros do Projeto Maria Vai à Escola em Roraima, cerca de 100 alunos da Escola Municipal Laucides Inácio de Oliveira participaram nesta quinta-feira, 25, de uma solenidade de certificação na sede do Tribunal de Justiça (TJRR). O evento marcou o encerramento da primeira etapa do projeto e reconheceu a exemplar participação dos estudantes nesta iniciativa inovadora.

O projeto educacional é fruto da parceria entre a Prefeitura de Boa Vista e o TJRR. A Escola Laucides foi a escolhida para desenvolver o projeto-piloto. As quatro turmas do 5º ano do Ensino Fundamental tiveram as primeiras experiências nas aulas temáticas, que durou pouco mais de um mês. A proposta é difundir a Lei Maria da Penha no ambiente escolar, inserindo no currículo das turmas questões relacionadas aos direitos humanos, violência doméstica e familiar contra a mulher e a igualdade de gênero.
Para a entrega dos certificados, quatro alunos de diferentes turmas representaram os demais. A aluna Kamylla Araújo fez um discurso que encantou a todos os presentes. “Aprendi várias coisas. Entendi sobre a violência psicológica e doméstica. Com a lei Maria da Penha, conheci a história da mulher que lutou muito pra conquistar a justiça, porque o marido batia muito nela. Gostei muito da dinâmica, antes eu era bagunceira, depois do projeto eu me sinto mais comportada”, explicou a menina.
O projeto, que existe nacionalmente, foi criado no estado do Amazonas e replicado em outros estados. Cada tribunal adotou sua metodologia de ensino, procurando uma forma de aplicar melhor no seu estado. A Juíza do 1° Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Maria Aparecida Cury, destacou bem a importância do projeto para o público estudantil.
“Tratamos nesse projeto não apenas da violência de gênero, mas também os direitos humanos em geral. Porque a Lei Maria da Penha visa mudar a realidade social, a cultura do machismo, da submissão, e esse projeto visa uma mudança de mentalidade e para isso, temos que entrar nas escolas, levar o conhecimento a esses meninos e meninas que depois serão os multiplicadores dessa filosofia”, declarou a magistrada.
O 1° Juizado trabalhou em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura. Para isso, foram capacitados pelo Tribunal de Justiça cinco profissionais técnicos e professores para atuarem diretamente nas turmas. O projeto agora vai seguir um cronograma de execução, e a próxima a receber as aulas, com previsão de início para o dia 3 de agosto, será a Escola Municipal Glemíria Gonzaga Andrade, no bairro Cidade Satélite.
Na oportunidade, a secretária municipal de Educação, Lucivane Freitas, aproveitou para parabenizar a todo o corpo técnico do projeto. “Muito nos honra participar desse projeto, de poder concluir esta primeira etapa. Parabenizo a todos que contribuíram para a execução, aos alunos que participaram das palestras, brincadeiras, musicas e reflexões. Isto nada mais é do que um incentivo para que os alunos, através do processo educacional, busquem um futuro de muita paz, tolerância e respeito ao próximo”, declarou.