Saúde

Prefeitura realiza ações educativas sobre a importância do Teste do Pezinho

Durante esta semana, a Coordenação Municipal de Saúde da Criança e Triagem Neonatal, em parceria com a Maternidade, promove palestras nos centros de saúde da capital.

Por SEMUC

08/06/2015

O teste do pezinho ou triagem neonatal biológica é um exame laboratorial com o objetivo de detectar precocemente doenças metabólicas, genéticas ou infecciosas que poderão causar lesões irreversíveis no bebê. Neste último sábado, 6, o teste completou 14 anos desde a sua implantação no Brasil. Durante esta semana, a Coordenação Municipal de Saúde da Criança e Triagem Neonatal, em parceria com a Maternidade, promove palestras nos centros de saúde da capital.

“Essas ações educativas serão direcionadas para gestantes e puérperas, com a distribuição de material informativo e busca ativa de recém-nascidos a serem triados. Por meio do teste do pezinho é possível identificar diversas doenças, por isso é importante os pais realizarem o teste entre o terceiro e o quinto dia de nascimento”, alertou a coordenadora municipal de Saúde da Criança e Triagem Neonatal, Maraceli Barbosa.
O exame ficou conhecido como “teste do pezinho” por ser coletada por meio das amostras de sangue coletadas do calcanhar do bebê. Por meio do teste é possível identificar doenças como: o hipotireoidismo congênito (glândula tireoide não é capaz de produzir quantidades adequadas de hormônios); a fenilcetonúria (doença do metabolismo); a doença falciforme e outras hemoglobinopatias (doenças que afetam o sangue); fibrose cística (ausência de secreção de enzimas pancreáticas e secreção excessiva de muco nos pulmões); hiperplasia adrenal congênita (afeta a produção de enzimas pelas glândulas suprarrenais apresentando vários sintomas, inclusive a forma perdedora de sal) e deficiência de biotinidase (afeta o metabolismo e pode levar a incapacidade de absorção de vitamina contida nos alimentos).
Como é feito o teste – O responsável pela criança pode ir em qualquer Unidade Básica de Saúde e fazer uma ficha cadastral do recém-nascido. A coleta é realizada por um(a) enfermeiro(a) especialmente treinado e todo o material necessário para realizar o exame são descartáveis. Após a coleta, o papel-filtro é mantido em temperatura ambiente até a secagem completa do sangue por, pelo menos, duas horas.
O material colhido é encaminhado ao laboratório IPED/APAE, em Campo Grande – MS,  onde os exames são processados e o resultado é encaminhado de volta ao posto de saúde, para que a família o receba e apresente ao médico. Se uma doença for detectada, é possível obter adequada orientação sobre o tratamento.