A uma semana da abertura oficial do Boa Vista Junina 2015, as quadrilhas juninas que vão participar do evento estiveram na manhã desse sábado, 6, em um Congresso Técnico onde apresentaram a um grupo de jurados uma mostra do que será feito oficialmente no tablado. O encontro, que ocorreu no Centro Empresarial Ideias e Negócios, foi marcado pela alegria dos grupos, que não escondem a expectativa de festejarem o maior arraial da Amazônia.
Bem antes do início das audições, todas as quadrilhas já se encontravam no local, preparando os últimos detalhes para as apresentações individuais. Cada grupo escolheu uma forma diferente de iniciar as apresentações. Algumas entraram no auditório entoando sua canção-tema. No total, participam do Boa Vista Junina 24 quadrilhas, sendo 12 do grupo de acesso e 12 do especial.
Com uso de recursos audiovisuais, os representantes das agremiações contaram um pouco da história de seus grupos, a escolha dos temas, apresentaram fotografias de edições passadas do arraial e, em seguida, ouviram as palavras dos jurados, que fizeram várias perguntas às quadrilhas.
De acordo com Chiquinho Santos, diretor executivo do concurso de Quadrilhas da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), esta foi uma oportunidade para que a banca julgadora pudesse conhecer mais a respeito dos grupos juninos.
“Este congresso técnico é uma inovação feita pela Prefeitura de Boa Vista. O que ocorre por aí à fora é que o julgador, enquanto ocorre a apresentação, busca informações da quadrilha em questão e deixa passar muita coisa do desempenho delas. Nós fazemos este encontro prévio, para que cada grupo apresente os principais pontos de sua apresentação e assim, a avaliação dos jurados será otimizada”, explicou.
Na sexta-feira, 5, a Fetec se reuniu com os julgadores onde foi explanado sobre as condutas adequadas no processo de avaliação dos grupos. Segundo Chiquinho Santos, dentro da banca há departamento que vai tratar de temas específicos nas apresentações. No grupo A, serão avaliado os itens evolução e coreografia. Este é composto por pessoas envolvidas com a arte da dança.
No grupo B, avalia-se os animadores e os casais de noivos, trabalho este delegado a pessoas ligadas ao teatro. E no grupo C, a análise será de desenvolvimento de tema, repertório e criatividade, temas que estão sob a responsabilidade de jurados envolvidos com as artes visuais.
“É errado pensar que se cada julgador avalia toda a quadrilha. Eles julgam os critérios dos quais já possuem envolvimento. As quadrilhas juninas são manifestações culturais e, por isso, a importância de julgar de acordo com seu próprio conhecimento técnico”.
Para o presidente da Quadrilha Explosão Caipiria, Joel Rodrigues, o congresso técnico apenas aumentou a motivação dos quadrilheiros para a edição deste ano. “Foi uma boa oportunidade de apresentarmos o que vamos fazer no dia do evento. Fica melhor para eles [os julgadores] analisarem, já sabendo previamente o que vai ocorrer. Já estamos com 90% de nossos trabalhos concluídos, só esperando o momento certo para representarmos, mas a ansiedade já é grande”.