•Trânsito
Zona Azul: Reativação terá que passar por estudos de viabilidade econômica
No entendimento dos vereadores e dos empresários ouvidos no plenário, a reativação deste serviço deve passar por um estudo de viabilidade econômica, que inclui também a possibilidade da gestão ser terceirizada.
Por SEMUC
27/08/2015
Durante a audiência pública ocorrida na manhã desta quarta-feira, 26, na Câmara Municipal de Boa Vista, foi discutido um possível retorno da Zona Azul – de estacionamento rotativo em centros comerciais. No entendimento dos vereadores e dos empresários ouvidos no plenário, a reativação deste serviço deve passar por um estudo de viabilidade econômica, que inclui também a possibilidade da gestão ser terceirizada.
A proposta foi apresentada ao plenário pelo vereador Renato Queiroz. Segundo ele, a reativação da Zona Azul vem atender aos anseios da classe empresarial, principalmente no Centro Comercial de Boa Vista – que envolve as avenidas Jaime Brasil e Sebastião Diniz, e também do público em geral. O principal problema é a falta de vagas nos estacionamentos desses lugares, o que implica na baixa procura por parte dos clientes.
“É importante captar o sentimento da população quanto a essa problemática. Todos que frequentam a Jaime Brasil sabem da dificuldade que é encontrar vaga em estacionamento. Então, isso ocasiona baixas vendas para os lojistas. O que queremos é que o cliente vá ao centro, faça suas compras e o lojista obtenha seu lucro”, destacou o vereador Renato Queiroz.
O presidente da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur), Sérgio Pillon, sugeriu que fossem feitos estudos para analisar melhor a questão. Segundo ele, é preciso observar o crescimento da frota de veículos em comparação a 2009 – ano em que a Zona Azul foi criada –, além do gerenciamento e da fiscalização do serviço. A solução mais adequada seria abrir um processo de licitação para que uma empresa fosse responsável para gerir a rotatividade dos estacionamentos, a exemplo do que ocorre em outros Estados.
“Temos que nos preocupar com o cidadão que vai estacionar o seu veículo e com o retorno que a prefeitura vai ter com a concessão desse serviço. Além disso, por meio do estudo de viabilidade econômica, teremos que ver o tempo máximo em que o veículo pode ficar estacionado e o valor da tarifa que será cobrada. Então, é uma questão bastante complexa que deve ser analisada”, destacou Pillon.
A Zona Azul foi implantada em Boa Vista em setembro de 2009, porém, a gestão municipal na época não deu prosseguimento ao serviço, que durou cerca de três meses. Desde então, segundo empresários ouvidos na audiência da Câmara, as vagas de estacionamento em centros comerciais, como Jaime Brasil/ Sebastião Diniz e Ataíde Teive se tornaram cada vez mais escassas.
O empresário Laércio Gentil observou que há falta de bom senso por parte de lojistas e funcionários que fazem uso das vagas nos estacionamentos, impedindo assim que o cliente tenha direito.
“Somando o número de lojas no centro comercial e também a quantidade de funcionários, é natural que as vagas sejam tomadas. O cliente então, sentindo-se lesado, acaba indo para um dos shoppings da cidade, que tem amplo estacionamento e mais comodidade. Isso é algo que precisa ser observado. Por conta disso, muitos já estão se preparando para fechar as portas”, destacou o empresário.
Para quem precisa de estacionamento, como o servidor público Abner de Souza, a volta da Zona Azul precisa ser analisada com bastante cautela. “Essa questão de estacionamento é bem crítica, mas espero que seja pensada da melhor forma. Não adianta somente instalar o serviço e sair cobrando de todo mundo. As tarifas devem ser justas, que não lesem o contribuinte e a fiscalização deve ocorrer de forma transparente”, opinou.
Caráter de Urgência – A audiência contou com apenas quatro vereadores – Mayara Rodrigues, Mauricélio Fernandes, Pastor Manoel Neves e Renato Queiroz, que presidiu a sessão. Foi apresentada a proposta de criação de uma comissão especial para tratar da reativação da Zona Azul em caráter de urgência.
“Esta é uma questão que precisa ser tratada logo. Então, é imprescindível que seja formada essa comissão, possivelmente com os vereadores que participaram desta audiência, para junto à prefeita Teresa Surita ver qual o melhor caminho para dar um alívio tanto aos lojistas quanto aos consumidores boa-vistenses”, explicou Mauricélio Fernandes.
Também participaram da audiência o secretário municipal de Segurança Urbana e Trânsito, Raimundo Barros, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Roraima (Acirr), João Batista Mene, o presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis do Estado de Roraima (Secovi), Ricardo Mattos, além de representantes do Detran, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Roraima.
Leia também