Cultura

Festival dos Pioneiros: Danças gaúchas e nordestinas encantaram na 3ª noite de apresentações

Os grupos de dança “Invernada Artística do CTG” e “Cangaceiros do Thianguá” causaram admiração nas mais de duas mil pessoas presentes.

Por SEMUC

13/10/2015

As tradições gaúchas e nordestinas mostraram quão ricas e distintas são nesse sábado, 10, na arena do Festival dos Pioneiros. Os grupos de dança “Invernada Artística do CTG” e “Cangaceiros do Thianguá” causaram admiração nas mais de duas mil pessoas presentes.
Em comum, as duas culturas contam histórias de casais apaixonados. A grande diferença está na forma em que o relacionamento se constrói durante a dança. Os primeiros a se apresentar foram os jovens e adultos da Invernada. Os rapazes, com botas de cano médio, e as moças, com longos vestidos vermelhos, mostraram que o cortejo na tradição gaúcha é mais romântico.
“A cultura gaúcha mistura tradições de imigrantes italianos, alemães, espanhóis... Então cada dança segue o estilo de uma dessa dessas terras”, contou a professora do grupo, Tassiana Astrana, nascida em Uruguaiana. Entre os gêneros apresentados, estavam 4 Passe (de origem italiana), Tatu de Castanholas e Tirana do Lenço (ambas da Espanha).
Durante a apresentação, os rapazes (peões) pulavam e faziam altos sons com os pés, graças às botas que usavam. As moças (prendas), por sua vez, eram delicadas e por vezes rejeitavam os homens na dança. Quem viu de longe ficou encantado com a beleza da harmonia que ocorria.
Uma dessas pessoas foi a estudante Lenny Oliveira, de 17 anos. Bem baixinho, ela suspirava: “Que lindo tudo isso! Os dançarinos são tão elegantes e tem tanto ‘gatinho’ no meio! Uma beleza para meus olhos em todos os sentidos”, dizia. Ela nunca tinha visto uma apresentação gaúcha antes. “É fantástico. Delicado! ”, frisou.
Nordestinos são mais soltos: Enquanto os gaúchos faziam coreografias que envolviam paixão, rejeição e sofrimento para então haver um beijo, os Cangaceiros do Thianguá mostraram que o amor deles é mais intenso e tudo ocorre mais rápido. No meio do xote já era feito o casamento e todos permaneciam com o par do começo ao fim.
“O mais interessante de se observar é que de ambas as formas – romântica/intensa –, o amor sempre se expressa nessas tradições, e que todas elas estão num só país. Temos uma dança cheia de cavalheirismo e outra com agitação total, tudo sendo potencializado aqui neste evento”, observou o superintendente de Cultura da Fetec, Carlos Alberto.
E a agitação nordestina foi contagiante. Até quem estava afastado da arena se deixou levar pelo ritmo do xote. De longe, numa barraca, Diego de Jesus e namorada Noélia se levantaram da mesa assim que os Cangaceiros começaram a se apresentar, se abraçaram e começaram a dançar como se não houvesse amanhã.
“Vergonha para quê? A vida é curta, o nordeste tem música linda e este evento é para a gente se divertir, mesmo! ”, exclamou Noélia, sem parar de dançar. Ao final, mais de 2.500 pessoas apreciaram as apresentações. Sem preconceitos e sem julgamentos.
Mais atrações: A noite ainda contou com apresentações do grupo de dança New Wockers; dança Fusion; batalha de Rap e B boy - BOOM BATTLE (Movimento Urbanus; batalhas 7 Niggaz e Eduardo Queiroz; e Desfile Charme (Movimento Urbanus).
Para a noite deste domingo, 11, os grupos folclóricos Bumba meu Boi Douradinho e Boi Bumbá Parintins prometem fechar o evento. É cultura e tradição para todos os gostos!