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Dengue: Roraima pode sofrer com desabastecimento de kits de exames
A crise de desabastecimento é nacional e pode afetar Roraima
Por SEMUC
26/11/2015
Esta semana o Ministério da Saúde informou aos laboratórios de referência de todo o Brasil que poderá faltar kits para coleta de exames de responsabilidade do Governo Federal, devido a problemas no processo de licitação desses materiais, não só de dengue, mas de outras doenças também. A crise de desabastecimento é nacional e pode afetar Roraima.
Para amenizar essa situação, a Secretaria Municipal de Saúde utilizará, além do Hospital, a rede de laboratórios privados credenciados na coleta e realização desses exames. O secretário municipal de saúde, Rodrigo Jucá, lamenta essa situação e afirma que os trabalhos no município já estão sendo reordenados, para que a população não seja prejudicada com esse provável desabastecimento.
"Graças a Deus não vivemos uma epidemia de dengue, porque temos trabalhado para que isso não aconteça, mas ainda assim, temos bastante casos que precisam ser confirmados e, para isso, precisamos dos kits dos exames", afirmou o secretário.
A informação do atraso nos kits foi oficializada na tarde dessa quarta-feira, 25, pela Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde do Estado. A realidade hoje é de desabastecimento momentâneo e quantitativo de kits críticos. A prefeitura está avaliando e reordenando junto ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) os critérios de solicitação de exames, focando a realização destes em pacientes com gravidade e necessidade de diagnóstico mais preciso.
Epidemia
Pelo menos 199 municípios brasileiros estão em situação de risco de novas epidemias de dengue e de outras doenças transmitidas pelo mesmo vetor, como: Chikungunya e Zika. Outras 665 estão em situação de alerta.
De acordo com o resultado do LIRA apresentado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde, esses números são piores que em 2014. A capital Boa Vista está entre as 10 cidades que tiveram o quadro considerado como satisfatório, entre 928 cidades avaliadas. Entre as capitais que enviaram dados para o novo levantamento, Rio Branco aparece dentro do quadro de risco devido à infestação de aedes aegypti. Sete aparecem no quadro de alerta: Aracaju, Recife, São Luís, Rio de Janeiro, Cuiabá, Belém e Porto Velho.
Ações de combate ao mosquito - Mesmo com a capital considerada em estado satisfatório, a prefeitura tem intensificado as atividades com foco no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A ação teve inicio em outubro e mobilizou 80 Agentes de Combate as Endemias (ACE) em uma parceria com 102 militares do Exército Brasileiro.
As equipes iniciaram as visitas domiciliares nos bairros da capital para orientar a população sobre medidas de prevenção e combate ao aedes aegypti, além de verificar a existência de criadouros em locais com Pontos Estratégicos e eliminar os focos do mosquito.
Com base no trabalho dos profissionais, foi possível identificar e eliminar a presença mosquito em 37,5% dos depósitos móveis (vasos, frascos com plantas, pingadeiras, recipientes de degelo de geladeira, bebedouros, objetos religiosos e etc), 29% dos depósitos em níveis de solo (tonel, tambor, barril, tina, etc), além de 21% do lixo e 12,5% dos depósitos fixos (tanques, depósitos em obras, calhas, etc).
Dados sobre casos de dengue, zika e chikungunya
Até o mês de outubro de 2015, foram confirmados em Boa Vista 353 casos de dengue.
Em relação à febre chikungunya, também transmitida pelo mosquito aedes aegypti, até esta data foram notificados 374 casos, e destes, foram confirmados 12 em Boa Vista.
Atualmente temos 17 casos de Zika confirmados por meio de exames laboratoriais no Instituto Evandro Chagas, coletados nas Unidades Sentinelas implantadas pela Secretaria Municipal de Saúde. Os casos compatíveis com Zika, de acordo com os sinais e sintomas apresentados, somam 1.100 até o momento.
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