Saúde

Novo calendário de vacinação representa avanços no combate a doenças endêmicas

Por isso, neste ano foram alterados doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia. Além da ampliação da idade da vacina contra a hepatite B e A.

Por SEMUC

15/01/2016

Com o passar dos anos e a erradicação de algumas doenças, o Ministério da Saúde viu a necessidade de adequar o calendário de vacinação de acordo com o perfil epidemiológico do Brasil. Por isso, neste ano foram alterados doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia. Além da ampliação da idade da vacina contra a hepatite B e A.

As mudanças feitas pelo Ministério da Saúde já valem desde o dia quatro deste mês. Antes a vacina contra a meningite era tomada aos três meses, a segunda dose aos cinco meses e o reforço com um ano e cinco meses. Agora, a criança vai tomar o reforço com um ano e dois meses. A vacina contra a pneumonia, que era aplicada aos seis meses, foi retirada, agora é necessário tomar duas doses da vacina mais o reforço.
Outra novidade é que adultos com idade acima dos 49 anos também podem tomar a vacina contra a hepatite B. Tendo em vista o aumento da qualidade de vida e a atividade sexual dos idosos. A vacina contra a hepatite A também foi ampliada. Antes a dose que era tomada aos 12 meses de vida deve ser tomada com um ano e cinco meses.
Segundo a coordenadora municipal de Imunização, Josianne Maia, o Brasil tem avançado nos estudos do perfil epidemiológico brasileiro. “Esses estudos servem para adequar a imunização de acordo com esse perfil. Algumas doses foram retiradas por ter o mesmo efeito de proteção, como é o caso da terceira dose da HPV. Isso é um avanço na saúde e a ideia é que no futuro a gente tenha menos vacinas para tomar ou incluir outras de acordo com a situação epidemiológico”, disse.
Poliomielite – A terceira dose contra a doença, administrada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A mudança é uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina injetável, tendo em vista que muitos países já conseguiram erradicar a paralisia infantil. No Brasil, o último caso registrado foi em 1989.
HPV – O número das doses do HPV também foi mudado. Agora, não é necessário a menina tomar a terceira dose. De acordo com pesquisas do Ministério da Saúde, o esquema com duas doses apresenta a mesma resposta quando comparadas com a imunidade de mulheres que tomaram as três doses.