Agricultura

Patrulha da Seca: Defesa Civil Municipal já enviou mais de 400 mil litros de água à zona rural

Desde dezembro de 2015, já foram enviados a essas localidades mais de 400 mil litros e escavados mais de 45 cacimbões.

Por SEMUC

29/02/2016

Enquanto o período de chuvas não chega, a Defesa Civil do Município trabalha diariamente para que os moradores da zona rural e das comunidades indígenas não sofram com a estiagem. Desde dezembro de 2015, já foram enviados a essas localidades mais de 400 mil litros e escavados mais de 45 cacimbões.

As áreas atendidas compreendem o Projeto de Assentamento (P.A) Nova Amazônia, comunidades do Limão, Gelo, Truaru da Cabeceira, Passarão, além das comunidades indígenas de Campo Alegre, Vista Nova, da Ilha, Vista Alegre, Darora, Bom Jesus, Lago Grande, entre outras.

Somente no P.A Nova Amazônia, onde a Defesa Civil possui uma base de operações, foram atendidas mais de 400 famílias. Por dia, são enviados cerca de 25 mil litros em dois caminhões-pipa. Quanto aos cacimbões, são escavados cerca de cinco por dia, que são utilizados para irrigação e também para o consumo animal.

De acordo com o diretor da Defesa Civil Municipal, Amarildo Gomes, a presença da organização é constante na região rural e nas áreas indígenas, pois a situação é alarmante. “Nós trabalhamos incansavelmente para que os moradores sejam devidamente assistidos. Enquanto a estiagem ocorrer, nossos homens e mulheres estarão percorrendo as comunidades, levando água, cavando os cacimbões e contribuindo com a população”, disse.

Para a presidente da associação dos moradores da região, Maria Raimunda Rodrigues, a prefeitura tem cumprido seu papel, não deixando que as famílias sofram com a estiagem. “Esta ajuda que vem por meio da Defesa Civil do Município tem sido de grande importância para as famílias da região. As chuvas estão demorando a cair e o que nos resta é contar com esse apoio, que sem dúvidas, é muito bem vinda”, declarou.

No caso dos cacimbões, é preciso que o proprietário do lote more no local e tenha plantação ou algum criação animal. É o caso do agricultor José de Oliveira Lima, que mora há mais de dez anos na região do Truaru e foi um dos beneficiados com a perfuração de uma cisterna. “Só temos que agradecer pelo apoio e esperar que o inverno chegue logo”.

Na escola municipal Aureliano Silva Soares, as aulas não param nem por um dia, pois não falta água para os mais de 10 alunos e cerca de 30 servidores. “A situação é difícil em nossa região. Se não fosse o apoio dado pela prefeitura, nem imagino o que aconteceria com todos nós. Mas tudo vem acontecendo de forma agradável. Água é o que não falta”, enfatizou a diretora da escola, Eliene Silva Costa.

Comunidades indígenas - Longe das queimadas, os indígenas também sofrem com a estiagem. O gado em busca de água, acaba entrando na lama no buritizal, atolando e morrendo. O trabalho de regar a plantação é dobrado. Os agricultores precisam molhar três vezes ao dia para não perder a produção.

Para amenizar a situação, duas retroescavadeiras foram enviadas para as comunidades indígenas para abrir cacimbões, um buraco aberto em terreno úmido para recolher água. Até agora já foram abertos cinco cacimbões na Comunidade Indígena de Campo Alegre; dois em Vista Nova; três na Comunidade da Ilha; dois em Mauixi; cinco em Vista Alegre; cinco em Darora, dois em Bom Jesus, sete em Lago Grande; quatro na comunidade do Milho; dois em Morcego e cinco na comunidade Serra do Truaru.

“Esse é o terceiro verão rigoroso que estamos passando. Estamos em uma situação grave e, por isso, a Prefeitura de Boa Vista está atendendo tanto os projetos de assentamento quanto as 16 comunidades indígenas", disse o superintendente de Assuntos Indígenas da Prefeitura de Boa Vista, Lucas Lima.

Ainda nesta semana, as máquinas trabalharam na Comunidade Serra da Moça e na Comunidade Truaru da Cabeceira, encerrando assim o trabalho nas comunidades indígenas. "Essa água vai servir para consumo dos animais e também para a produção agrícola, com especialidade dos plantios de melancia e da mandioca”, explicou o superintendente.