Saúde

Alunos de escola municipal entram na luta contra o Aedes aegypti

A ação foi realizada em pareceria com os profissionais do Posto de Saúde 31 de Março, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE).

Por SEMUC

03/03/2016

Nunca é cedo demais para conscientizar as crianças quanto aos riscos de se conviver com o Aedes aegypti. É por isso que o tema foi levado nesta quarta-feira, 2, aos alunos da Escola Municipal Centenário de Boa Vista, no bairro Aparecida. A ação foi realizada em pareceria com os profissionais do Posto de Saúde 31 de Março, por meio do Programa Saúde na Escola (PSE).

Todos os 300 alunos participaram das palestras, atividades lúdicas e viram pelas lentes do microscópio as larvas e o mosquito já adulto do Aedes aegypti. Cerca de 90 estudantes do 4º e 5º anos finalizaram as atividades com visitas às residências próximas à unidade. As demais turmas fizeram atividades de pintura e colagem de desenhos e máscaras para fixar no mural da escola.
A ação consiste em apresentar aos alunos maneiras simples de combater o mosquito e quais as medidas que devem adotar para evitar o surgimento dos criadouros do mosquito. Nos últimos meses, a prática está virando rotina nas escolas municipais o que é fundamental para a formação de cidadãos mais conscientes, é o que disse a professora e coordenadora do PSE da Escola Centenário, Líria Mota.
“Essa é uma mobilização nacional e nós, profissionais da Educação, vimos que por meio de palestras as crianças podem nos ajudar levando o conhecimento para a casa e para vizinhança e assim dar esse reforço no combate ao mosquito”, disse Líria.
Participaram da ação, médicos, enfermeiros, agentes de combate à endemias e estudantes de Medicina da Universidade Federal de Roraima. “O trabalho dos agentes é constante, durante o ano todo visitam casas e acompanham pontos estratégicos. Mesmo assim, fica o apelo para que a comunidade faça sua parte evitando o acúmulo de água parada nas residências, uma atitude simples que faz toda a diferença”, disse a médica Estela Muniz, do Posto de Saúde.
A aluna do 4º ano, Yasmin Nicolly, de 9 anos, relatou que sentiu na pele os efeitos da febre Zika em 2014. Ela relatou que agora a sua família toma mais cuidado em casa, mantendo o quintal sempre limpo e livre dos possíveis criadouros. “Eu fiquei muito mal, com muita febre, dor de cabeça e apareceram as manchinhas vermelhas na minha pele”, declarou a menina.