Um espaço amplo, aconchegante e colorido, feito especialmente para a criançada aprender e se desenvolver. Assim é a realidade das novas estruturas das Casas Mãe que estão sendo entregues para a população de Boa Vista. Nesta terça-feira, 12, foi a vez dos moradores do bairro Equatorial receberem as casas Tia Neide e Vovó Rosa completamente reformadas e uma outra nova, que recebeu o nome de Luz do Sol. Com a entrega, a prefeiura ampliou para 90 o número de crianças atendidas no local.
As três unidades possuem uma estrutura padrão, moderna, confortável e com acessibilidade. Cada Casa Mãe pode receber até 30 crianças com idade de 2 e 3 anos e 11 meses, em período integral, encaminhadas pelo programa Família Que Acolhe. Outra novidade foi a construção de um refeitório amplo com cozinha e espaço climatizado, com capacidade para atender todas as 90 crianças.
As Casas Mãe estão inseridas na política pública da prefeitura voltada à primeira infância, fase que vai da gestação aos seis anos de vida. Boa Vista tem atualmente 27 Casas Mãe em funcionamento, deste total, 14 foram reformadas e cinco construídas nesta gestão. A construção das novas unidades possibilitou aumentar o número de vagas ofertadas. Hoje são 780 crianças atendidas pelas Casas Mãe e 500 nas Creches Proinfância.
“Estamos muito felizes porque estamos conseguindo cumprir com o calendário de entrega. E nos sentimos orgulhosos com o resultado do nosso trabalho, porque dobramos o número de vagas nessa faixa etária. Passamos de 600 para quase 1.400 crianças atendidas. Isso representa um grande avanço na questão do olhar para a primeira infância que levamos hoje como prioridade dentro da prefeitura”, disse a prefeita Teresa Surita.
Desde a gestação, a vendedora Ariane Souza, 27, é acompanhada pelo Programa Família que Acolhe. Neste ano, o pequeno Gabriel Isbak, já com 2 anos, foi matriculado na Casa Mãe Vovó Rosa.“Eu acho maravilhoso o que a prefeita está proporcionando para as nossas crianças. A estrutura está bem aconchegante, a didática e o ensino está 100%. Todos os dias saio para trabalhar tranquila, sabendo que meu filho está em boas mãos”, disse.
A pequena Luiza Quilim, 4, está se despedindo da casa. A mãe da menina, Kelly Quilim, de 28 anos, fez um discurso emocionado relatando o tempo de convivência da filha na casa. “A maior parte do tempo Luiza passou aqui, e vejo a Casa Mãe como uma segunda família. Ela desenvolveu muito, aprendeu a se relacionar com as pessoas, a se alimentar bem. Nesses dois anos fiquei despreocupada, sempre foi cuidada com muito carinho. Só estou triste porque ela já está saindo”, disse a mãe.
De fato! É nas Casas Mãe que as crianças são preparadas para rotina escolar. A convivência com os colegas, o primeiro contato com a pedagogia e o aprendizado de dois anos fazem a diferença quando elas entram nas escolas da Educação Básica. Os cuidadores e coordenadores são capacitados para oferecer um processo lúdico com toda sua importância pedagógica.
Elizama Chagas, coordenadora das três Casas Mãe, é uma pedagoga e destacou os benefícios da inserção das crianças nessa faixa etária no ambiente escolar, tendo a casa mãe como um lugar ideal para promover o desenvolvimento cognitivo e motor. “A partir de 2 anos, a criança está na flor da idade para desenvolver o seu potencial cognitivo e motor. Quanto mais ela é estimulada mais se desenvolve. O nome desse projeto já diz: é uma verdadeira mãe, onde a criança é acolhida com carinho e lugar favorável para desenvolver tanto a parte educacional, quanto a afetiva”, disse a coordenadora.