Assistência Social

Primeira Infância: Profissionais de saúde são capacitados para utilizar o caderno Toda Hora é Hora de Cuidar

O caderno é parte do projeto Nossas Crianças: Janelas de Oportunidades, que chega a Boa Vista por meio do programa Família Que Acolhe.

Por SEMUC

15/04/2016

Deixar a criança brincar, participar das brincadeiras, conversar, estimular a imaginação e demonstrar amor e confiança são tão importantes para o desenvolvimento delas quanto os cuidados com a saúde e educação. Na verdade, eles se complementam e são essenciais nessa etapa da vida. É o que mostram estudos voltados à primeira infância, fase que vai da gestação até os seis anos de idade.

Essas e outras informações sobre os cuidados e atenção com as crianças estão no Caderno da Família “Toda Hora é Hora de Cuidar”, que serão entregues a cerca de 50 mil famílias em Boa Vista com o objetivo de auxiliá-las a cuidarem melhor de suas crianças. O caderno é parte do projeto Nossas Crianças: Janelas de Oportunidades, que chega a Boa Vista por meio do programa Família Que Acolhe.
Além do material destinado às famílias, o caderno também tem uma versão direcionada às equipes de saúde. E para orientar os profissionais quanto à utilização do material, nesta quinta-feira, 14, cerca de 40 médicos e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBS) iniciaram a capacitação no projeto, que ocorre até esta sexta-feira, 15, na Faculdade Fares, das 8h às 12h e das 14h às 18h.
O Caderno da Família tem uma forma lúdica e possui temas como:  a importância da criança ter um adulto de referência, realização das consultas de pré-natal, alimentação - inclusive, amamentação exclusiva até os seis meses de idade -, higiene, braincadeiras, direitos à participação e outros direitos garantidos no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA).
Por meio do Caderno da Equipe de Saúde, os profissionais vão aprofundar os temas abordados no Caderno da Família, acompanhar e conversar sobre o desenvolvimento da criança em outras áreas, inclusive as relações familiares.
Participa da capacitação a psicóloga Maria Angela Maricondi, uma das autoras do projeto elaborado por um conjunto de parceiros, entre eles o Unicef e a Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP). Ela destacou a importância e o papel dos profissionais de saúde no projeto e no acompanhamento das famílias.
“Boa Vista é a segunda cidade que recebe o Janelas de Oportunidades. É importante entender que esse é um projeto de promoção da saúde, um material de apoio pra família e para o profissional. Ele é todo ilustrado, tem ideias e recomendações de fortalecimento dos cuidados nas várias áreas de atenção, para estimular e desenvolver a criança. A gente vai olhar para tudo isso e desenvolver maneiras de conversar com as famílias sobre esses temas nas casas, nas consultas, nas escolas. São conversas que vão além do consultório ou da sala de atendimento”, explicou.
Para a médica Maria Vaulia, o projeto Janelas de Oportunidades vai reforçar o acompanhamento tanto na área de saúde, como em outras áreas fundamentais para o desenvolvimento da criança. “A gente já utiliza bastante a caderneta da criança, mas com o apoio do Caderno da Família, que é um material pedagógico, a gente vai poder trabalhar melhor o vínculo familiar desde a gestação e fazer um melhor acompanhamento dentro da estratégia da saúde e da comunidade. A gente tem que trabalhar em todas as áreas para garantir a saúde da criança”, destacou.
Outros profissionais de saúde serão capacitados, como os agentes comunitários que fazem as visitas às famílias e terão a missão de apresentar o material para elas. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Jucá, o projeto vai possibilitar ampliar ainda mais a rede de cuidados com as famílias da capital.
“Esses enfermeiros e médicos serão multiplicadores, eles levarão esse conhecimento a outros profissionais  e colegas de trabalho pra que a gente possa ampliar essa rede de cuidados com as famílias de Boa Vista. Nós estamos num momento de aprender a usar as ferramentas do projeto Janelas para fazer o acompanhamento das famílias. É hora do impacto, de mudar nossa forma de trabalhar, levando essa mudança para as famílias”, ressaltou.