•Assistência Social
Projeto Crescer: Alunos da Oficina de Serralheria aprendem a fazer
A ideia é colocar diante deles serviços para executarem como verdadeiros profissionais.
Por SEMUC
12/04/2016
Cerca de 15 integrantes do Projeto Crescer encaram um novo desafio dentro da Oficina de Serralheria: fazer reformas e reparos em mobílias. Há uma semana, eles iniciaram o processo de recuperação das poltronas do Hospital da Criança Santo Antônio como aula prática da oficina. A ideia é colocar diante deles serviços para executarem como verdadeiros profissionais.Em primeira fase, foram encaminhadas 47 poltronas para serem reformadas pelas mãos dos jovens. Em pouco mais de uma semana, parte das peças já foram soldadas e estão em fase de acabamento, a espera da pintura e montagem completa. Para o instrutor Domingos Lopes, os meninos estão empenhados nessa nova empreitada e demonstram que estão aprendendo direitinho. A previsão é que esta primeira remessa seja concluída em duas semanas.“A oficina em si requer muita prática. Passamos um dia na teoria ensinando a eles como fazer esse trabalho de reforma e como eles já vem trabalhando na área há algum tempo ficou bem mais fácil”, disse o instrutor. O empenho de um integrante em especial, Marcelo Barros, 18, orgulha o instrutor. Há dois anos, o jovem entrou na oficina e de lá não saiu mais. Hoje ele é exemplo para os demais.“Muitos aqui tem a oportunidade de sair qualificado para o mercado de trabalho, eu sempre cito que aqui temos um garoto exemplar, uma pessoa que aprende fácil os comandos. Se passar qualquer coisa pra ele fazer, ele faz”, disse Domingos.Marcelo é o braço direito do instrutor, até pelo tempo que frequenta a oficina. De acordo com o jovem, o aprendizado de dois anos será levado para o resto da vida. “Aqui aprendemos a fazer de tudo um pouco, fazer lixeiras, escadas, janelas, peças artesanais e agora reformar mobílias. Antes eu vivia só em casa em frente à televisão, mas depois que comecei no projeto estou aprendendo uma profissão que, com o tempo, aprendi a gostar”, frisou.Quem passa pela serralheria, localizada no polo do Calungá, se encanta com as peças feitas pelos jovens. Logo na entrada estão as bicicletas decorativas para jardins feitas por Marcelo, que serve como suporte para vasos de plantas. Outra peça atrativa que merece destaque são as dobraduras artesanais produzidas em diversos formatos como de tucano, cavalo, Monumento ao Garimpeiro e muito mais. Além disso, os jovens produziram as lixeiras para os Centros de Referência e Assistência Social (Cras).“Eles já são acostumados com um trabalho mais artesanal, então essa parceria com o Hospital e demais setores da prefeitura veio enriquecer o aprendizado dos nossos jovens. Fazer pequenas reformas em mobiliários é um trabalho minucioso e requer muito mais cuidado e atenção”, declarou o coordenador do projeto no polo Calungá, Osvaldo Gomes.A oficina é trimestral e rotativa. Em cada período, 15 jovens têm a oportunidade de aprender a profissão de serralheiro. Já foram qualificados mais de 60 integrantes e alguns já estão no mercado de trabalho.Quem acha que esse serviço é somente para homens está enganado. No turno matutino, duas meninas se interessaram e estão participando da oficina.Hoje, o Crescer atende 500 adolescentes e jovens com idade entre 15 e 21 anos que, assim como Marcelo, ocupam o tempo livre em oficinas profissionalizantes e atividades culturais e esportivas. Entre as atividades internas estão asoficinas de moda, serigrafia, trânsito, berçário, serralheria, marcenaria, desenho técnico industrial e o Galpão Cultural que envolve percussão, dança, arte e cinema.“Nos temos uma gama de atividades para que os nossos alunos possam explorar e achar um norte para o seu encaminhamento profissional”, disse Osvaldo.
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