Meio Ambiente

Viabilidade de um espaço para a prática de som automotivo é discutida durante Audiência Pública

Conforme a legislação ambiental, som esportivo não é crime, mas desde que seja no volume adequado e não prejudique a saúde das pessoas.

Por SEMUC

15/04/2016

A poluição sonora é ainda uma das principais reclamações da população à Central de Atendimento  156, principalmente quando chega o final de semana. De janeiro a abril deste ano, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Gestão Ambiental (SMGA), foram feitas 893 ligações relatando casos de som acima do permitido. Conforme a legislação ambiental, som esportivo não é crime, mas desde que seja no volume adequado e não prejudique a saúde das pessoas.

Como forma de diminuir os dados crescentes de volume alto na cidade , uma audiência pública  foi realizada na Câmara Municipal de Boa Vista nesta quarta feira, 13, para analisar a possibilidade  de  um espaço físico apropriado para este tipo de atividade. Vereadores, representantes das Secretarias Municipais de Gestão Ambiental, Segurança Urbana e Trânsito, Obras e Urbanismo, da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitacional (Emhur), da  Polícia Militar Ambiental e empresários que atuam no ramo de som esportivo sugeriram propostas  baseadas no Código de Postura do Município.
“Nós entendemos que som automotivo é uma atividade de emprego e renda para  muitas pessoas. Queremos resolver a situação. A Gestão Ambiental vai  aguardar agora da Associação, as sugestões de possíveis locais, para assim ser feita a regulamentação, regularização e, por fim, o licenciamento deste espaço", disse Daniel Peixoto, secretário municipal de Gestão Ambiental.
Atualmente, a Associação Roraimense de Som Automotivo é composta por 262 pessoas que praticam som esportivo, os conhecidos “paredões”, equipamento sonoro potente acoplado aos veículos. Uma grande parte dos associados utiliza este tipo de som para realização de divulgações de eventos, festejos e exposições.
“A nossa associação tem interesse em acabar com a perturbação de sossego, porque barulho incomoda mesmo. Hoje temos um papel de fiscalizar essas pessoas já cadastradas, tanto que cada veículo de som automotivo tem adesivo e número de registro, é uma forma de evitarmos este tipo de crime ambiental,” afirmou Cleberson Luís da Silva, membro da Associação.