Soja produzida no P.A Nova Amazônia com auxílio da prefeitura é exportada para Ásia
Objetivo da prefeitura é aumentar cada vez mais a área produzida em Boa Vista
Por Emanuele Pasqualotto
03/09/2018
Os produtores da região do P.A Nova Amazônia, que cultivam com o auxílio da Prefeitura de Boa Vista, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (Smai), comemoram os excelentes resultados da safra da soja de 2018. O produto, que começou a ser colhido, já tem destino certo. A Ásia.
É o caso da produção do agricultor Renê Paludo. A soja de sua propriedade já foi vendida para o grupo AMaggi e será encaminhada ao Porto de Itacoatiara, onde de lá será exportada para países da Ásia.
Paludo enfatiza que o Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA) veio para mudar a realidade dos agricultores familiares no Assentamento e, que por meio do plano, já podem planejar a ampliação da área plantada para as próximas safras.
“Com o PMDA já conseguimos ampliar a área de plantio esse ano e superamos a média de 60 sacas de soja por hectare, o que nos deixou muito satisfeitos. Outra vantagem que temos, é que aqui é ainda um dos únicos estados onde se produz a soja convencional, ou seja, que não é geneticamente modificada e tem uma excelente aceitação no mercado internacional”, explica Paludo.
Verticalização da produção é uma alternativa para o futuro
O secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas, Marlon Buss, explicou que devido as excelentes condições do grão convencional produzido em Roraima, já temos definido o meio de processamento no Porto de Itacoatiara para que a produção seja exportada. Hoje essa representa a melhor alternativa comercial.
“Hoje nós possuímos um valor agregado de até R$ 10,00 a mais por cada saca de soja, por isso se torna atrativo e competitivo”, disse o secretário. Marlon enfatizou ainda que diante do cenário de transformações do agronegócio é preciso evoluir verticalizando toda a produção primária.
“Transformar a proteína vegetal em proteína animal é uma das alternativas para que alcancemos melhores resultados econômicos na nossa atividade de produção agrícola. Nós temos todas as plataformas jurídicas como ZPE’s, Suframa, entre outras. Para que isso aconteça, o nosso maior desafio será ampliar as áreas de produção para atrair indústrias”, concluiu.