Educação

5 anos de FQA - Uma gestão pública que inova priorizando a primeira infância

Em cinco anos, o Família que Acolhe integrou todos os serviços básicos necessários para mãe e filho e desburocratizou o acesso à educação.

Por Ceiça Chaves

31/10/2018

Sem cuidar da gestação e dos primeiros seis anos de vida fica mais difícil construir uma sociedade justa e sustentável, já que sua base permanece frágil. Foi com esta visão que em 2013, a prefeita Teresa Surita criou em Boa Vista um programa ousado e, até então, pioneiro no Brasil: o Família que Acolhe (FQA).


Através dele, a criança se tornou prioridade e um novo conceito de cuidado foi posto em prática. Dessa forma, Boa Vista se tornou a capital que mais investe na primeira infância, tornando-se referência nacional e internacional.


“Para olhar o desenvolvimento infantil, tivemos que pensar em vários fatores e interligá-los. O velho modelo de olhar a criança ‘em partes’ não dá mais certo. Por isso, trabalhar em conjunto se fez necessário para que os pequenos sejam vistos e cuidados de forma integral”, disse prefeita Teresa Surita.


Para ter o resultado esperado, o FQA unificou todos os serviços básicos necessários para mãe e filho, da gestação aos seis anos de idade, garantiu o acompanhamento de todas as fases da gestante e da criança, facilitando o acesso às consultas, exames e procedimentos médicos.


Ao mesmo tempo, desburocratizou o acesso à educação – antes mesmo de completar a idade escolar, a criança já tem sua matrícula garantida na creche e na escola. Todas as ações do programa trabalham o fortalecimento de vínculos entre a família e o bebê.

Para a prefeita, Teresa Surita, o trabalho feito hoje surtirá efeitos a longo prazo, quando a criança atendida se transformar num adulto mais preparado e motivado para os desafios futuros.

“Eu tenho orgulho em falar deste programa que trouxe um novo olhar para a primeira infância, algo até então pouco falado ou trabalhado aqui no Brasil. As dúvidas que tínhamos lá em 2013 quando iniciamos o programa, o restante do Brasil está buscando agora”, disse.


Hoje o programa já alcançou 12.540 beneficiárias, entre brasileiras e estrangeiras. São, em geral, filhos de famílias de baixa renda, adolescentes grávidas, gestantes participantes do programa Bolsa Família, reeducandas gestantes do sistema penitenciário, famílias cadastradas no CadÚnico e em vulnerabilidade social, que estejam devidamente identificadas pela Secretaria Municipal de Gestão Social (Semges).


Toda conquista e avanço dos últimos cinco anos, é fruto dos investimentos municipais também na educação, como a entrega das 34 novas unidades de ensino em Boa Vista, entre Casas Mãe, creches proinfâncias e escolas. Antes, se atendia pouco mais de 600 crianças nas 22 creches municipais existentes. Hoje são mais de 2 mil crianças atendidas com a ampliação da rede para 33 casas mães e 38 turmas maternais nas creches proinfâncias.