Desbravadores Digitais - Alunos apresentam projetos criados para tornar Boa Vista uma cidade ainda melhor
Oficinas, apresentação de resultados e entrega de certificados marcaram o encerramento das atividades do Projeto Desbravadores Digitais, que reuniu alunos e professores de dez escolas municipais.
Por Naira Sousa
12/12/2018
Oficinas, apresentação de resultados e entrega de certificados marcaram o encerramento das atividades do Projeto Desbravadores Digitais, que reuniu alunos e professores de dez escolas municipais. O evento aconteceu na noite dessa terça-feira, 11, no auditório do Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCTI), com participação de mais de 1.800 alunos do quarto ano, que apresentaram projetos voltados a políticas públicas mais eficientes para melhorar a cidade.
Ao longo do ano 2018, os estudantes aprenderam sobre história e geografia, de acordo com a realidade do dia a dia. A partir daí, elaboraram os projetos, que foram apresentadas aos secretários municipais e que agora vão contribuir com a melhoria da qualidade de vida das pessoas que moram em Boa Vista.
“ São crianças com nove anos de idade, mas que elaboraram belíssimos projetos que vão ser aplicados no município, mudando a realidade de muitas crianças de Boa Vista. E o interessante é que eles foram desenvolvidos junto com a comunidade escolar em sala de aula. Ou seja, algo que vai beneficiar todos”, comentou a secretária de educação Keila Tomé.
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O vice-prefeito e secretário de Tecnologia e Inovação, Arthur Henrique Machado, destacou que Boa Vista é referência nacional quando o assunto é aplicação de novas tecnologias à educação.
“ Hoje isso é um desafio no Brasil, inserir a tecnologia na educação e Boa Vista é referência. Assim, com o Desbravadores Digitais, temos a Robótica Educacional, uso de tabletes, mesas pedagógicas. E isso tudo começou em 2016, com o Desbravadores no CCTI”, disse.
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Ele ressaltou ainda que os resultados do projeto são motivos de orgulho.
“ Estamos fechando a segunda mostra do projeto, onde os próprios alunos construíram políticas públicas, buscando soluções para problemas que eles encontram na cidade. É um orgulho muito grande. Ao mesmo tempo em que educamos as crianças com disciplinas convencionais nas escolas, estamos fazendo com eles reflitam sobre o espaço que eles vivem”, frisou.
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E foi pensando no futuro que a equipe da estudante Maria Fátima Ferreira, da escola Luiz Canará apresentou o projeto sobre tratamento de dados.
“Abordamos como os alunos chegam à escola e em quanto tempo, a quantas quadras de distância está a escola da casa de cada aluno. E falamos sobre as principais ferramentas utilizadas no projeto. Assim os alunos vão ter um controle e, em caso de emergência, vão saber onde moram”, explicou Maria.
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Conheça os projetos de cada escola
Os alunos da escola Delacir de Melo Lima apresentaram políticas públicas com o tema “Pensar em nossa cidade”, no que abrange a cidade inteligente por conta da sinalização, ciclovias, radares, paradas de ônibus entre outros. Eles também apresentaram duas propostas para tornar Boa Vista ainda mais inteligente, trazendo soluções de bicicletas compartilhadas para a cidade e mais tecnologia para todos.
A escola Maria Gertrudes criou uma proposta de como Boa Vista pode ser melhor para as mães com carrinhos de bebê e crianças até 03 anos, que circulam nas calçadas da cidade, apresentando soluções como: ruas asfaltadas, construções de calçadas e rampas, faixas de pedestres e sinalização, árvores para ter mais sombra e banco para as mães sentarem quando estiverem cansadas, praças com parques, fontes, bebedouros e banheiros e lixeiras para manter a cidade sempre limpa.
A equipe de estudantes da escola Carmem Eugênia pensou em um ônibus onde os bancos são ajustáveis para qualquer tamanho, com cinto de segurança e de fácil acesso, além de banheiro adaptável, trocador de fraldas e acesso à internet.
Há quantas quadras está a sua casa de um espaço público verde? Este foi o tema da escola Palmira de Castro Machado . Os alunos fizeram a coleta da quantidade de quadras de todos os alunos do 4ª ano através da plataforma GoogleMaps . Logo após, fizeram a média da escola e, através de mapas, mostraram a quanto tempo fica um espaço público verde a pé, de carro ou caminhando.
As crianças da escola Ioládio Batista não pensaram em um projeto e sim em construir um espaço público verde dentro da escola para que alunos e professores possam ter um ambiente aconchegante para leituras e cuidar da natureza. O espaço já está em funcionamento na escola onde todos os alunos podem utilizar.
Em espaços públicos como praças, parques e áreas verdes, existem espaços para brincar. Como podemos deixar esses espaços mais interessantes para as crianças, quais brincadeiras podem ser feitas neles, quais novas ideias podemos criar para que as crianças usem mais esses espaços? A escola Valdemarina Normanda Martins criou um espaço público acolhedor que contemple além do espaço verde, momentos de lazer e aprendizagem de forma inclusiva.
O tratamento de dados também foi tema do estudo feito pelos alunos da escola Laucides Oliveira . Os alunos fizeram a coleta de dados com as seguintes perguntas: “seus pais ou cuidadores liam semanalmente para vocês até os seis anos de idade?” ou “Até os seis anos de idade, com que frequência vocês brincavam nas praças ou ruas?”.
A escola Juslany de Souza resgatou memórias dos alunos em parceria com os familiares para apresentar sobre cada aluno, suas brincadeiras, momentos de lazer, mimos, brinquedos preferidos e como as crianças mudaram ao longo dos anos.
O mundo muda e as formas das famílias se divertirem juntas também! A escola Raimundo Eloy construiu um livro e uma maquete onde foram apresentadas diversas formas de lazer para pais e cuidadores possam passar mais tempo junto na cidade de Boa Vista.
O que é projeto?
O Projeto Desbravadores Digitais é um programa que tem o objetivo de formar os alunos dos 4ª anos do ensino fundamental a obter noção e conhecimento sobre políticas públicas. Sua metodologia de ensino está baseada no Desing Thinking , com didáticas sob a educação híbrida e 3.0. Atrelado às disciplinas de história e geografia, trabalha questões de cidadania como Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), URBAN95 e a Constituição Federal Brasileira. O programa busca o desenvolvimento e alfabetização digital de 1800 crianças.