Segurança

Patrulha Maria da Penha - Prefeitura renova parceria com o Poder Judiciário para continuar atendendo vítimas de violência doméstica

Somente neste ano, já foram atendidas cerca de 560 mulheres na capital, vítimas de violência doméstica.

Por Naira Sousa

14/12/2018

A Prefeitura de Boa Vista renovou, nessa quinta-feira, 13, o Termo de Cooperação Técnica com o Tribunal de Justiça de Roraima para que o agrupamento especial da Guarda Civil Municipal, a Patrulha Maria da Penha, continue garantindo o cumprimento das medidas protetivas determinadas em favor das vítimas de violência doméstica. Este ano já foram atendidas cerca de 560 mulheres na capital.

Por meio das visitas periódicas, o trabalho da patrulha envolve garantir o cumprimento das medidas protetivas determinadas em favor das vítimas de violência doméstica, garantindo assim, a tranquilidade e a segurança às mulheres agredidas. Hoje, o município conta com 13 guardas civis aptos para atuar nos acompanhamentos fiscalizatórios.

A renovação deste termo de cooperação é de extrema importância, pois a violência doméstica, infelizmente, ainda é um mal que aflige a nossa sociedade. Os nossos guardas civis que fazem parte da Patrulha Maria da Penha vêm desempenhando um excelente papel, atendendo as vítimas e fazendo cumprir as medidas protetivas. E esse trabalho tem que continuar”, afirmou a prefeita Teresa Surita.

Os dados estatísticos levantados pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar mostram o aumento no número de casos acompanhados pela Patrulha Maria da Penha ao longo de quase três anos de atuação do programa. Ainda de acordo com os números, 84,4% das demandas dos acompanhamentos são registradas na zona oeste da cidade.

É possível perceber um aumento no número das denúncias de violência doméstica, muitas vezes, incentivadas pela existência da Patrulha Maria da Penha, que passa a ser o contato mais próximo que essas mulheres têm. Temos atendido inclusive mulheres estrangeiras, que perdem essa ‘invisibilidade’, ao passo que a lei Maria da Penha também as protege”, explica a guarda civil Gisele França.

Gisele França - GCM