Saúde

Trabalho preventivo Boa Vista registra baixo índice para infestação do Aedes aegypti

O resultado do 1º Levantamento Rápido dos Índices de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa) deste ano classifica Boa Vista com baixo risco de infestação das doenças relacionadas ao mosquito

Por Jéssica Ferri

12/03/2019


O ano de 2019 começou com uma resposta positiva em relação ao combate do Aedes aegypti. É o que mostra o resultado do 1º Levantamento Rápido dos Índices de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa) deste ano, que classifica Boa Vista com baixo risco de infestação das doenças relacionadas ao mosquito com 0,4%.

Houve uma diminuição de 0,3% em relação ao último LIRAa de 2018 que era de 0,7%. Esse resultado satisfatório é reflexo de uma gestão que tem trabalhado com foco na prevenção e na qualidade de vida das pessoas.

No levantamento feito em fevereiro deste ano, os agentes de combate às endemias (ACE) visitaram 6.099 imóveis. Ao todo, 44 bairros apresentaram índices satisfatórios com baixo risco de infestação, dentre eles Bela Vista, São Bento, Caimbé, São Francisco. Raiar Do Sol, São Vicente, Asa Branca e Centro.

Apenas o bairro União foi classificado com alto risco. Outros oito bairros apresentaram médio risco, entre eles Laura Moreira, Calungá, Distrito Industrial, Jardim Equatorial, Dr. Sílvio Botelho e Profª Araceli.

De acordo com o coordenador do núcleo de Vigilância e Controle de Zoonoses Samuel Garça, a prefeitura vai intensificar as atividades de controle nesses locais. “Vamos intensificar as ações de controle larvário, através das visitas domiciliares com orientação aos moradores sobre medidas de prevenção de combate ao mosquito, eliminação mecânica de criadouros e tratamento químico em depósitos não passíveis de remoção, ou onde não foi possível outra medida física”, destaca.

Foram encontradas larvas de Aedes aegypti em 24 depósitos, dentre eles o predominante, com 50%, foi do tipo B, que inclui vasos/frascos, pratos, pingadeiras, bebedouros, etc. O lixo dom éstico armazenado de forma incorreta continua sendo um dos principais criadouros nas residências, com recipientes plásticos, garrafas, latas, sucatas em ferros velhos, totalizando um índice de 16,6 % de recipientes positivos para Aedes aegypti.

Parceria

A prefeitura tem promovido um trabalho continuo para manter a cidade livre das mazelas provocadas pelo Aedes aegypti, mas o trabalho só é fortalecido quando a população abraça a causa e adota hábitos conscientes que contribuem com combate ao mosquito.

A população pode contribuir com tarefas simples no dia a dia como evitar o acúmulo de água em recipientes nos quintais, realizar a limpeza e destinação adequada do lixo dom éstico, visitar o quintal pelo menos uma vez por semana para eliminar algum foco do mosquito que pode estar na pingadeira, nos vasos de planta, na vasilha do cachorro.