Prefeitura conclui audiências públicas para construção do Plano da Primeira Infância
Outras três audiências já aconteceram com as crianças no ambiente escolar junto com técnicos, psicopedagogos e outros profissionais das escolas.
Por Emanuele Pasqualotto
13/09/2019
Fotos no link: https://www.flickr.com/photos/
Na noite desta quinta-feira, 12, aconteceu no auditório do Palácio 9 de julho a última audiência pública que integra o processo de construção do Plano Municipal da Primeira Infância (PMPI). No encontro estiveram presentes membros da sociedade civil, mães beneficiárias do programa Família que Acolhe, além de representantes de conselhos e entidades de proteção à criança e adolescente e à família.
Outras três audiências já aconteceram com as crianças no ambiente escolar junto com técnicos, psicopedagogos e outros profissionais das escolas. A elaboração do PMPI está acontecendo de forma democrática e participativa onde todos poderão dar sua contribuição para a construção de uma política pública efetiva voltada ao bem-estar das crianças .
O plano estabelecerá as diretrizes, orientações e metas a serem cumpridas pelo município, independente do prefeito, pelos próximos dez anos. É a garantia de que o cuidado com as crianças na educação, saúde, no social, nas obras e em toda a cidade de Boa Vista continue. Até o dia 30 de setembro, os pais ainda poderão se dirigir à escola dos filhos e preencher as sugestões para contribuir com a elaboração do plano.
O vice-prefeito Arthur Henrique Machado destacou que é um momento muito importante para a gestão, um trabalho que começou em 2013 com muita garra. “Essas ações que estão sendo trabalhadas de fato não são só para a gestão atual. O plano prevê ações para o próximo ano, para os três anos da gestão seguinte e a ideia é que se tornando uma lei se perpetue pelos próximos dez anos”, enfatizou.
A presidente do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS) Célia Mota de Carvalho considera a construção do plano legítima e louvável. “O segmento da primeira infância é muito importante e a construção desse plano da forma como está sendo feita, com a participação das crianças, dos pais, de suas famílias e de entidades que defendem os seus direitos, legitima o que virá nos próximos anos, que é uma política pública estabelecida por lei. É é isso que o município está fazendo, trabalhando a primeira infância como prioridade”, concluiu.
Após o dia 30 de setembro, as sugestões repassadas pelos pais e comunidade serão analisadas e a proposta será encaminhada para a Câmara Municipal como projeto de lei para votação.
Capital da primeira infância é exemplo para outros estados brasileiros
Desde 2013, com a criação do Programa Família que Acolhe (FQA), Boa Vista, que já é considerada a capital da Primeira Infância tem recebido a visita de entidades e órgão de vários estados brasileiros e também organizações internacionais. A forma como o projeto é desenvolvido em nossa capital chama a atenção de forma positiva.
É o caso da assessora da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, Nayana Vigil. Ela esteve nesta semana em Boa Vista para conhecer toda a estrutura do projeto da prefeitura, voltado para a primeira infância. Isso incluiu o FQA, Casas mãe, Escolas de Educação infantil, os CRAS e as unidades básicas de saúde.
“Em Porto Alegre temos o Primeira Infância Feliz, mas que ainda não é um programa estruturante. O objetivo é que seja ampliado e que a cidade tenha essa cultura de entender a importância da primeira infância e dos impactos diretos no nosso futuro como um todo. Fiquei muito contente de ver a estrutura e a organização que Boa Vista tem. Visitei o Caminho da Primeira Infância, entre outras coisas. Levarei uma impressão muito boa e ótimas referências para estruturamos projetos voltados para a primeira infância em Porto Alegre”, disse.