Pólo da Batata Doce atrai olhares a fim de prospectar mercados nacionais e internacionais
O objetivo é apresentar o produto inicialmente em uma feira a nível nacional, com o intuito de prospectar novos mercados tanto nacionais como internacionais.
Por Emanuele Pasqualotto
01/10/2019
Fotos no link: https://flickr.com/photos/
Os investimentos feitos pela Prefeitura de Boa Vista na agricultura familiar estão rendendo bons frutos. O projeto desenvolvido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas (Smaai), por meio do Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA), está atraindo olhares de outros mercados, além do apoio de instituições parceiras da prefeitura, como o Sebrae Roraima, que visitou o polo na tarde dessa segunda-feira, 30.
O grupo, composto por membros da Diretoria Técnica e de Inovação da entidade, conheceu todo o processo empregado na produção da farinha da batata doce, bem como o polvilho, o floco (a farinha mais grossa), entre outros produtos, todos feitos de forma artesanal. O objetivo é apresentar o produto inicialmente em uma feira a nível nacional, com o intuito de prospectar novos mercados tanto nacionais como internacionais.
O secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas, Marlon Buss, ressaltou que a prefeita Teresa Surita tem um olhar muito especial no que diz respeito aos investimentos para alavancar o agronegócio no Município de Boa Vista.
“O polo da Batata Doce já se tornou uma das melhores referências no trabalho desenvolvido. Hoje, aqui junto com o Sebrae, nós efetivamos um passo importante para montar uma estrutura maior, nos modernizarmos, atualizarmos e dimensionarmos o volume do que queremos para buscar outros mercados. A base do trabalho está pronta. Já temos os moldes certos, desde a produção até o efeito da farinha e nós temos que prospectar isso junto com o Sebrae, trabalhando o aumento destes números e colocando em prática”, frisou.
A diretora técnica do Sebrae, Dorete Padilha, destacou que é um produto como esse que o Sebrae busca, que realmente seja o produto de Roraima. “O objetivo é a nacionalização e internacionalização do produto. A farinha da batata doce já carrega a marca da Amazônia em sua origem, tem esse vínculo com a agricultura familiar, então temos muitos olhares positivos sobre esse produto e só viemos confirmar o potencial e toda a caminhada que já foi feita. Não precisamos fazer nada sozinhos, queremos agregar valor nesse grande projeto que já está estruturado, buscando uma forma de torná-lo capaz de ser internacionalizado”, concluiu.
O polo da Batata Doce foi instituído em 2017. Mais de 20 produtores são atendidos pelo projeto com máquinas, equipamentos e insumos, além da assistência técnica da equipe da secretaria direto no campo.
Em 2018, o s índices de produtividade superaram as melhores referências produtivas por hectares, chegando a quase 60 toneladas do produto colhido. Em 2019, a meta do grupo de agricultores é superar a média de produtividade de 70 toneladas por hectare.