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Cidadania
22/02/2020 10h16
Prefeitura e Senar/RR levam qualificação para mulheres e agricultores das comunidades indígenas

Cerca de 40 agricultores participaram dos cursos de Processamento e Beneficiamento da Pimenta e de Operador de Máquinas Agrícolas na Comunidade Vista Alegre.

 Fotos: https://www.flickr.com/photos/170294565@N07/albums/72157713206813786

Jornalista: Ceiça Chaves

 

Uma parceria entre a Prefeitura de Boa Vista e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) proporcionou a 20 mulheres das comunidades indígenas do Baixo São Marcos o curso de Processamento e Beneficiamento da Pimenta. A capacitação ocorreu durante toda a semana na Comunidade Indígena Vista Alegre e se encerrou nessa sexta-feira, 21, com a entrega dos certificados.

 


 

O objetivo foi ensinar às participantes como processar e beneficiar um dos alimentos mais tradicionais das comunidades indígenas. As aulas foram divididas em teoria e prática. As mulheres literalmente colocaram a mão na massa e prepararam as mais diferentes iguarias a base de pimenta, como: brigadeiro, doces, compotas, geleia, antepasto, pimenta gota, bolo e muito mais.

 

O curso também incluiu treinamento sobre boas práticas sanitárias e manuseio. A ideia é que as mulheres do Projeto Tay Tay, que inclui também as das comunidades Campo Alegre, Darôra e São Marcos, produzam os alimentos de forma diversificada e gerem renda.

 


a indígena da comunidade Campo Alegre, Juliana Servino, pretende praticar o que aprendeu durante o curso.
  

Para Juliana Servino, o curso foi muito importante e proveitoso, e pretende praticar o que aprendeu em sua comunidade, Campo Alegre. 

“Que possamos levar para fora também, porque a gente planta a pimenta, aquilo que estava maduro era jogado fora, hoje não, podemos aproveitar a semente, a casca. Agradeço muito a prefeita, que venha trabalhar sempre juntos com o Senar trazendo cursos para a nossa comunidade”, declarou.

 

Projeto Tay Tay – Um grupo de mulheres indígenas mantém viva a tradição do cultivo da pimenta. Antes a produção era apenas para o consumo, onde se processava, transformando-a na pimenta em pó, mais conhecida como gikitaia. Com o apoio da Prefeitura de Boa Vista, o grupo aumentou a produção e apostou nas demais variedades como canaimé, malagueta, olho de peixe, dedo de moça e murupí.

 

Ganhou também uma logomarca própria, com o objetivo de agregar valor ao produto. O nome Tay Tay significa “curupira”, na língua macuxi, e faz alusão ao personagem que segundo as lendas indígenas, é guardião da floresta e aprecia pimenta, chegando a plantar várias delas pelas matas.

 


Arlete da Silva, segunda tuxaua da Comunidade São Marcos também participou do curso que reuniu quatro comunidades indígenas.
 

A segunda tuxaua da Comunidade São Marcos, Arlete da Silva, foi uma das participantes do curso do Senar e declarou o quanto a parceria da prefeitura vem contribuindo para que a tradição se perpetue. “Está sendo muito importante essa iniciativa da prefeitura, porque nós mulheres nos juntamos e vemos que este é um bom trabalho, quando a contrapartida vem do município. Vamos estender às nossas comunidades e, evoluir o nosso mercado na mesa do consumidor”declarou.

 

Agricultores indígenas também são capacitados para operar máquinas agrícolas 

 


  

Enquanto as mulheres se capacitavam para agregar valor na preparação de pratos à base de pimenta, 20 agricultores de comunidades: Vista Alegre, Vista Nova, Campo Alegre e Darôra participaram do curso de Operador de Máquinas Agrícolas, ofertado também em parceria com o Senar.

 


Na sequência, Amanda Lia superintendente do Senar/RR, Marlon Buss, secretário municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas.
   

Os participantes tiveram aulas teóricas e práticas. Foram dois dias de aulas práticas avaliativas e se encerrou também nessa sexta-feira, 21, com a entrega dos certificados. O secretário Municipal de Agricultura e Assuntos Indígenas, Marlon Buss, destacou que o trabalho nas comunidades já dura três anos. Segundo ele, é uma forma de melhorar a qualidade de vida dos indígenas.

“É muito oportuno confirmar a todos que evoluímos muito. O conteúdo dos indígenas, a vontade de trabalhar, a qualidade da produção e a quantidade que conseguimos produzir. Tudo relacionado à produção agrícola eles têm interesse, é a maneira da subsistência deles e o nosso projeto como prefeitura é melhorar a qualidade alimentar deles, e assim terem mais qualidade de vida em suas comunidades”, enfatizou.

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