Patrulha Maria da Penha - Equipes acompanham mais de 300 mulheres na Capital Boa Vista
Vítimas de agressão doméstica recebem acolhimento através do serviço da Patrulha Maria da Penha. São cinco equipes de monitoramento pela cidade
Por Karina Mota
25/03/2022 - Última atualização 25/03/2022
A Patrulha Maria da Penha, programa desenvolvido pela Guarda Civil Municipal (GCM) em parceria com o Poder Judiciário, faz o acompanhamento de vítimas de violência doméstica. Em 2021, o programa fechou o ano com 1.229 atendimentos, já nos meses de janeiro e fevereiro de 2022 somam 290. O cumprimento de medidas protetivas até os primeiros dias do mês de março, passam de 300.
A Patrulha só inicia o processo de acompanhamento a vítima, após determinação da justiça. Atualmente cinco equipes fazem as rondas por bairro. Essa proteção é feita 24h por dia, sendo agendado as visitas em residências até locais de trabalho, acontecendo a cada quatro dias.

Cada vítima recebe um número exclusivo para atendimento, assim, consegue denunciar de forma imediata caso haja algum descumprimento da medida protetiva. “Nesse número a mulher pode ligar ou mesmo enviar uma mensagem, sempre ficamos atentos. De forma rápido enviamos uma viatura até o local. Dependendo da situação fazemos a prisão desse infrator”, disse a Guarda Civil, Gizele França, que compõe a Patrulha Maria da Penha.
A Patrulha faz esse trabalho desde 2015, conseguindo ajudar milhares de mulheres que sofrem diariamente com a violência doméstica. De acordo com o cronograma de fiscalização, os bairros que mais solicitam esse tipo de atendimento são: 13 de Setembro e Senador Hélio Campos.
Algumas mulheres, ainda se sentem receosas em fazer uma denúncia. K.A de 34 anos, é uma das vítimas que é acompanhada pela Patrulha Maria da Penha. “Foram anos vivendo com meu ex-companheiro, mas a poucos meses se iniciaram as agressões físicas, a tortura psicológica. A cerca de um mês tive a coragem de denunciar. Procurei ajuda e chegou em minha vida a Patrulha Maria da Penha, que sempre faz as visitas e me livra do pior”, afirmou a vítima.
Gizele França ressalta que é importante ter a figura de uma mulher na patrulha, muitos casos a vítima se sente mais à vontade para conversar. “Levar conhecimento para mulheres do que é violência e como sair dessa situação é satisfatório. Falo sempre para essas vítimas, ‘vocês não estão sozinhas, estamos aqui 24h por dia para atendê-las’. Denuncie a agressão”, destacou.
Denúncia: Para as mulheres que pretendem denunciar pela primeira vez, procurar a delegacia mais próxima ou ligar para o 190, após a análise do caso, é determinado a medida protetiva por meio da justiça, a vítima passa a ser assistida pela patrulha Maria da Penha.
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LINK DAS FOTOS (Créditos):
Nome Fotógrafo (a) Giovani Oliveira – LINK https://bit.ly/3izNZ3a