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DIA DAS CRIANÇAS - Alunos com autismo celebram inclusão em manhã especial na Selvinha do Parque do Rio Branco

Favorecendo integração e acolhimento, famílias e crianças atendidas no CETEA participaram de diversas atividades interativas

Por Marcus Miranda

há 5 horas

Como forma de celebrar o Dia das Crianças, oficialmente comemorado no dia 12 de outubro, o Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (CETEA) da Rede Municipal de Ensino promoveu, na manhã desta quinta-feira, 8, diversas atividades recreativas na Selvinha Amazônica do Parque do Rio Branco.

Entre as atividades recreativas estava a oficina de pintura com balão

A ação reuniu alunos e famílias atendidas no CETEA, visando promover momentos de interação, acolhimento e, principalmente, inclusão. Por lá, a criançada teve acesso a toda a estrutura da Selvinha, entre as áreas seca e molhada. Além disso, foram oferecidas oficinas, brincadeiras, além de muita comida gostosa, como algodão doce, cachorro-quente, picolé, brownie, bolo e outras delícias.

 "É uma experiência que também simula situações que elas vão encontrar na sociedade", explicou a diretora do CETEA, Sandra Nobre

“Muitas das nossas crianças têm dificuldade de interação. No atendimento individualizado, elas ficam muito tranquilas, mas um momento como esse proporciona uma oportunidade diferente, de convivência com outras crianças e com as próprias famílias. É uma experiência que também simula situações que elas vão encontrar na sociedade, sempre com muitas pessoas e em conjunto, então de fato é muito importante”, disse a diretora do CETEA, Sandra Nobre.

As atividades contribuem para a socialização das crianças, além de exercerem papel importante no desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas
Foi uma manhã de muita diversão e refrescância 

Familiares celebram evolução dos filhos

Para os pais, além da diversão, a iniciativa reforça a importância da interação e dos avanços dos filhos, graças ao atendimento ofertado no Centro. É o que destacou Jennifer Cavalcante, mãe do Luan, de 6 anos, acompanhado pelo CETEA há cerca de três anos.

“Com apenas três meses de atendimento, já percebi uma evolução muito grande", contou Jennifer Cavalcante, mãe do Luan, de 6 anos

“Com apenas três meses de atendimento, já percebi uma evolução muito grande. Antes, o Luan não comia e tinha algumas questões relacionadas à agressividade. Hoje ele já fala e a gente, como mãe, fica muito grata por cada evolução. Sou muito grata a cada profissional que atende meu filho, pelo acolhimento e por todo o trabalho que eles fazem”, disse.

"É importante ele estar junto, participar e perceber que pertence a uma comunidade, a um grupo", destacou Maiko Silva, pai do Miguel, de 8 anos 

Maiko Silva é pai do Miguel, de 8 anos, atendido no CETEA há cerca de dois anos. Ele ressaltou que a interação com outras crianças também contribui para o desenvolvimento social do filho.

“Essa interação com outras crianças é muito importante para o desenvolvimento dele, principalmente na parte social. É importante ele estar junto, participar e perceber que pertence a uma comunidade, a um grupo. Às vezes ele não quer sair de casa, mas quando vê a movimentação, se anima e fica alegre. Isso é importante não só para ele, mas também para as outras crianças atendidas pelo CETEA”.

“Hoje ele já fala, já interage e teve um grande avanço com as terapias e com o desenvolvimento das habilidades", destacou Maiko sobre a evolução do filho, com os atendimentos no CETEA

Maiko também relatou avanços na comunicação do filho desde o início das terapias. “Inicialmente, o Miguel não era verbal e tinha dificuldade na fala e até para organizar as ideias em uma conversa. Hoje ele já fala, já interage e teve um grande avanço com as terapias e com o desenvolvimento das habilidades. Isso é muito bom para ele, e eu também sou muito grato por todo o apoio e atendimento que ele recebe no CETEA”.

Foi o momento de celebrar também as amizades

Sobre o CETEA

O Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista (CETEA) atende estudantes matriculados na Rede Municipal de Ensino, com idades entre 2 e 12 anos. Os alunos com laudo são encaminhados pelas escolas municipais para atendimento especializado. A unidade conta com uma equipe multidisciplinar, que, por meio de diferentes métodos, trabalha o desenvolvimento cognitivo e motor das crianças com autismo.