OUTUBRO ROSA E PRATA - Palestra orienta projetos sociais sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama
Evento ocorreu no CRAS Silvio Leite, com integrantes do Cabelos de Prata e Conviver
Por Lucas Aires
há 4 horas
A manhã desta quinta-feira, 8, foi de acolhimento e informação no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Sílvio Leite. Integrantes dos projetos Cabelos de Prata e Conviver participaram de uma palestra educativa e preventiva sobre a saúde da mulher, com orientações voltadas ao diagnóstico precoce do câncer de mama.
A atividade foi conduzida pela equipe de enfermagem da Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr. Dimitri Ramos Grandez de Araújo, que incluiu dinâmicas com mamas artificiais para ensinar o autoexame e a reconhecer sinais de alerta. O encontro também abordou a campanha Outubro Prata, dedicada a celebrar e proteger a pessoa idosa.

O foco foi a valorização da vida, da história e do protagonismo da melhor idade, incentivando um envelhecimento ativo e saudável. A iniciativa chama a atenção para a importância de hábitos que garantam qualidade de vida, como alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas, além de reforçar a luta contra a violência e a negligência contra os idosos.
A enfermeira Keila da Silva, responsável pela palestra, explicou que a ação uniu o Outubro Rosa e o Prata para mostrar que a prevenção não tem idade. Ela destacou hábitos saudáveis, sinais de alerta e as diferentes formas de avaliação das mamas.
“O câncer de mama tem uma faixa etária predominante, mas pode se desenvolver em qualquer idade. O autoexame pode ser feito pela própria pessoa ou por um profissional e existem ainda a ultrassonografia e a mamografia para o diagnóstico. Aproveitei para falar do Outubro Prata, que aborda os cuidados e a valorização dos idosos. Por isso é importante saber sobre prevenção, alimentação saudável, atividade física, evitar álcool e cigarro, tudo o que proporciona bem-estar e saúde”.
Ela também ressaltou a dinâmica, voltada a identificar alterações e orientar sobre onde fazer o autoexame. “Trouxemos mamas artificiais para que pudessem perceber a diferença entre uma mama saudável e uma que apresenta deformidades nos mamilos, na cor ou na textura da pele. Além de avaliar as mamas, é importante fazer o autoexame nas regiões axilares e próximas das mamas, porque alguns relatos indicam que o câncer surgiu na região infraclavicular. Além disso, é fundamental conhecer os sinais e sintomas atípicos e saber que a mamografia não é o único meio de avaliação”.
Maria Inês, de 67 anos, integra o Cabelos de Prata há quatro anos. Sobrevivente do câncer de mama, ela compartilhou sua história para inspirar outras mulheres a buscar o diagnóstico e o tratamento sem medo.
“Descobri o câncer com 54 anos. Foi um pouco difícil, porque ele estava acima da mama. A gente apertava, mas ele ficava mais acima. Comecei a ter calafrios, febre fria, até que apareceu algo parecido com uma pitomba acima da mama. Procurei o mastologista, que descobriu o câncer e me encaminhou para o HGR, onde comecei o tratamento. Fiz as quatro primeiras quimioterapias, caiu meu cabelo, mas não fiquei depressiva por isso, porque o cabelo tem raiz e nasce de novo”.
Após dois anos de quimioterapia e radioterapia, ela relembrou a cirurgia e reforçou que a vida segue com normalidade após o tratamento, desde que haja acompanhamento contínuo.
“Em 2013, foi feita a cirurgia de remoção total da minha mama esquerda, mas sigo a vida normalmente. O importante é que estou viva e com saúde. Continuo sendo acompanhada uma vez por ano com meu oncologista e faço todos os exames de prevenção. Graças a Deus, até agora está tudo bem”.
Participante do projeto há 18 anos, Maria Sampaio, de 74 anos, elogiou a iniciativa e contou que, mesmo sem ter passado pela doença, tem uma vizinha que enfrentou o câncer e segue bem.
“Eu gostei de participar. Gosto dessas coisas, de me envolver, de aprender. Graças a Deus nunca tive câncer de mama. Tenho uma vizinha que tirou o peito e está com mais de dois anos, está bem. Meu problema é só o coração, tenho ponte de safena e por enquanto tá tranquilo, não tenho outra doença”.
*Supervisionado por Shirleia Rios*