Hospital da Criança é o único da região Norte a oferecer serviço de Disfagia
Uma palestra alusiva ao tema foi promovida nesta terça-feira, 10, na unidade, chamando atenção para o diagnóstico precoce
Por Ana Gabriela Gomes
há 1 hora
Engasgos frequentes e dificuldade para engolir podem ser sinais de disfagia, um distúrbio que exige acompanhamento especializado. No ambulatório do Hospital da Criança Santo Antônio (HCSA), a rede municipal é a única da região Norte a oferecer tratamento para esta condição. Como forma de reforçar a importância do diagnóstico precoce, a unidade promoveu uma palestra alusiva ao Dia Nacional de Atenção à Disfagia, nesta terça-feira, 10.
Com o tema “Cuidados com a Criança Disfágica”, o evento estimulou o diálogo entre profissionais e familiares, com foco em orientações e cuidados voltados à melhoria da qualidade de vida dos pacientes, conforme destacou a diretora do HCSA, Laudineia Barros.
“São três anos de funcionamento do ambulatório, um trabalho feito 100% dentro do Hospital da Criança, que envolve uma equipe qualificada, com otorrino, fonoaudióloga e fisioterapeutas. Por semana, são cerca de 25 pacientes atendidos. Então aqui a gente reforça aos pais a importância do diagnóstico e de seguir o tratamento adequadamente”, disse.
Judite Melo colhe hoje os frutos de ter seguido à risca o tratamento da filha Ninna, de 6 anos, que nasceu prematura. “Ela teve um problema na laringe e só pôde iniciar o tratamento com a fono aos 3 anos. Seis meses depois, ela já estava experimentando alimentos pastosos e frutinhas amassadas. Hoje, ela come de tudo e come bem, só não gosta de comida seca”, contou a mãe.
Trabalho multiprofissional humanizado
A fonoaudióloga Manoela Gomes foi quem acompanhou a evolução da Ninna. Ela esclareceu que a disfagia não atinge somente pacientes neurológicos e ressaltou que os pais devem estar atentos aos sinais. “Quando a disfagia é detectada, o paciente é automaticamente encaminhado para a reabilitação com a fono, que por sua vez trabalha lado a lado com o fisioterapeuta”, pontuou.
O ambulatório foi idealizado pelo otorrinolaringologista Ivan Machado, após conhecer a mãe de um paciente que buscava o serviço. “A gente foi vendo que tinha outros pacientes em situação semelhante, e hoje, graças a Deus, contamos com outros profissionais parceiros, como pediatras e neurologistas, além das fonoaudiólogas que participam dos exames e já traçam estratégias para atuar na terapia de cada paciente”, explicou.