Segurança

Mulheres ampliam protagonismo na Segurança Pública de Boa Vista

Conheça histórias de agentes que acompanham os 36 anos de história da Guarda Civil Municipal

Por Ráyra Fernandes

há 4 horas - Última atualização há 3 horas

No mês dedicado às mulheres, histórias de coragem, liderança e compromisso ganham ainda mais significado. Na Guarda Civil Municipal de Boa Vista, elas são protagonistas de uma transformação que representa competência e preparo técnico no cuidado com a população.

A trajetória feminina na Guarda acompanha os 36 anos de história da instituição. A inspetora Signete Cirino, há 16 anos na corporação, é exemplo dessa construção. Atualmente no Policiamento de Proximidade Ostensivo (PPO), já atuou em diversos grupamentos e unidades.

 

Inspetora Signete Cirino faz parte da GCM há mais de uma década

 

“Para mim, vestir a farda é motivo de orgulho. Prezo por um serviço de excelência para proteger a sociedade boavistense. Fazer parte dessa instituição é uma honra e repassar os aprendizados que tive nos cursos, formações e vivências para quem está chegando é muito gratificante”, comemorou.

As mulheres estão presentes em todos os setores operacionais: ROMU, Grupamento de Proteção Ambiental (GPA), Ronda Escolar, Ronda Comercial, Defesa Civil, Patrulha Maria da Penha, Grupo de Ações Motorizadas (GAM) e no Canil do Grupamento Tático Municipal (GTAM).

 

Agentes do Canil protegem vidas e o patrimônio público, com o auxílio de parceiros de quatro patas

 

A 3ª classe, Hadassa Said, de apenas 21 anos, já coleciona conquistas. Há dois anos na guarda, foi 1º lugar no Curso de Condutor de Cães de Guerra, da Base Aérea de Boa Vista, em 2025. Única mulher do seu grupamento na formação, se destacou em meio à maioria masculina.

“Foi uma surpresa muito positiva. Levar o nome da Guarda e ser reconhecida mostra que estamos cada vez mais preparadas. Uma inspiração para nós, desde o início, são as guardas mais antigas e a comandante. Elas têm um padrão elevadíssimo e nós buscamos sempre nos espelhar nas melhores”, disse.

 

As mulheres estão presentes em todos os grupamentos da instituição

 

Mulheres no topo

Mais do que ocupar espaços antes predominantemente masculinos, as mulheres da Guarda Civil Municipal ajudam a redefinir o conceito de segurança pública. Demonstram que preparo técnico e inteligência emocional são pilares tão importantes quanto a força física.

Atualmente, a corporação conta com 454 guardas, 316 homens e 138 mulheres, sob o comando da inspetora Cícera Mangabeira, de 45 anos. Bacharel em Direito, com 22 anos de serviço público, 16 dedicados à GCM, ela lidera a instituição em um momento de crescimento. Com a posse de 150 novos aprovados no concurso público, o efetivo passará a 604 integrantes.

“Estar à frente de uma instituição majoritariamente masculina é desafiador. Sou mãe de quatro meninas, incluindo uma bebê, e concilio a liderança da corporação com a família. Não é fácil, mas não é impossível. Com apoio e uma equipe comprometida, conseguimos oferecer um serviço de qualidade à população”, contou.

 

Cícera Mangabeira é a primeira mulher no comando da Guarda Civil Municipal de Boa Vista

 

Segurança com olhar humano

A atuação feminina também fortalece políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher, especialmente por meio da Patrulha Maria da Penha. O atendimento alcança áreas urbanas, rurais e comunidades indígenas, com o suporte do aplicativo BV Protege, que facilita o contato das vítimas com as equipes.

O resultado desse trabalho conjunto reflete em números expressivos. Boa Vista está entre as 10 capitais mais bem avaliadas em segurança pública, de acordo com o Anuário 2025 de Cidades Mais Seguras do Brasil, elaborado pela MySide.

 

Geysa Ventura integra o GAM