Educação

Prefeitura de Boa Vista promove seminário de consciência fonológica para servidores da educação

O evento segue até esta quinta-feira, 7, na Escola Municipal Ana Ney

Por Ágata Macedo

há 55 minutos - Última atualização há 49 minutos

Com foco estratégico na melhoria da educação, a Prefeitura de Boa Vista promove, até quinta-feira, 7, o II Seminário Municipal de Alfabetização e Letramento: Da Consciência Fonológica à Alfabetização na Idade Certa. O encontro ocorre no auditório da Escola Municipal Nara Ney e reúne gestores, coordenadores pedagógicos, professores da Educação Infantil e docentes do 1º ano do Ensino Fundamental.

Integrando as ações da Política Municipal de Alfabetização e Letramento, a iniciativa busca auxiliar professores em suas práticas pedagógicas, ao incentivar reflexões, alinhamentos e estratégias que contribuam para a qualidade do ensino. Cerca de 600 servidores participam da programação.

 

O encontro reúne gestores, coordenadores pedagógicos, professores da Educação Infantil e docentes

 

Francimeire Almeida, coordenadora do Núcleo de Alfabetização, destacou a relevância da consciência fonológica no processo de alfabetização infantil. Segundo ela, esta é a primeira vez que o município inclui professores da Educação Infantil na temática, valorizando essa base desde as etapas iniciais.

“A consciência fonológica consiste em a criança compreender os sons da linguagem. É entender que o grafema, ou a letra, como costumamos dizer, possui um som. Quando a criança aprende esse som e o relaciona ao grafema, passa a ter mais facilidade para decodificar e, assim, ser alfabetizada na idade certa. Por isso, incentivamos que esse trabalho comece ainda na Educação Infantil”, explicou.

 

Francimeire Almeida lendo conto da coletânea “Tecendo histórias: as infâncias e as diversidades da Amazônia”

 

A coordenadora também apresentou o texto literário da coletânea “Tecendo histórias: as infâncias e as diversidades da Amazônia”, de sua autoria. O conto foi selecionado em um concurso organizado pelo Ministério da Educação (MEC) para compor uma obra que será distribuída nas escolas públicas de todo o país.

Segundo Railene Azevedo, superintendente interina da Educação Básica, o encontro promove a troca de experiências e o aprendizado entre profissionais que atuam na alfabetização. Ela explicou que a consciência fonológica funciona como uma etapa preparatória, o primeiro degrau no processo de alfabetização.

 

Railene Azevedo, superintendente interina da Educação Básica

 

“É nesse momento que a criança constrói as bases, os pilares. A consciência fonológica representa o despertar do cérebro para os sons. Inicialmente, ela brinca com rimas, participa de atividades de fala, escuta e contato com histórias e com o professor. Quando chega ao 1º ano, já está com o cérebro mais aguçado para os sons. Depois, avançamos para a consciência fonética, quando começa a associação direta com as letras. Por isso, este é o momento de o professor compreender seu papel e sua importância em sala de aula”, destacou.

Servidores preparados, educação de qualidade

O gestor da Escola Municipal Professor Ronilson Silva Nascimento, Marcos Silva, participou pela segunda vez do seminário e comentou sobre os avanços que a unidade pode alcançar a partir do compartilhamento de experiências entre profissionais.

“A expectativa é aprimorar o trabalho na ponta, na sala de aula, junto aos professores, para impulsionar resultados e enfrentar desafios. O primeiro seminário foi muito produtivo e trouxe aprendizados importantes. Conseguimos levar esse conhecimento para a escola e aplicá-lo com os docentes. Os alunos foram beneficiados e houve avanços significativos”, afirmou.

 

Gestor da Escola Municipal Professor Ronilson Silva Nascimento, Marcos Silva, participou pela segunda vez

 

Professora da rede pública há 12 anos, Esdra Silva destacou seu entusiasmo em participar do seminário. “Sempre nos motivamos quando surge a oportunidade de aprender algo novo. Minha expectativa é aprimorar ainda mais minha prática pedagógica para atuar em sala de aula. Com certeza, levarei os conhecimentos adquiridos aqui para a minha rotina na escola”, relatou.

 

Professora da rede pública há 12 anos, Esdra Silva destacou seu entusiasmo em participar do seminário

 

Educação integrada

A palestrante da noite, Ândrea Vieira, especialista em Processos de Alfabetização e Letramento, vinda do Rio Grande do Sul, destacou o sentimento de gratidão e responsabilidade ao participar de um evento relevante.

 

Ândrea Vieira, especialista em Processos de Alfabetização e Letramento, vinda do Rio Grande do Sul

 

“Promover este encontro é reconhecer que o professor é um eterno aprendiz. No campo da alfabetização, onde os desafios se renovam a cada turma, a formação continuada se torna um espaço essencial de escuta e partilha. Quando educadores se reúnem para tratar de letramento, estão, na verdade, tecendo uma rede de apoio que sustenta uma educação mais humana, crítica e transformadora”, concluiu.