Boa Vista Junina

BOA VISTA JUNINA 2026 - Espaços de memória reforçam legado construído pelo Maior Arraial da Amazônia

Locais seguem abertos para visitação até o dia 30 de junho, das 12h às 18h, com entrada gratuita

Por Ana Gabriela Gomes

há 3 horas - Última atualização há 2 horas

De vestidos rodados que marcaram apresentações, trajes de noivos e troféus à produção da tradicional paçoca de carne seca. Em cada objeto, uma lembrança e um pedaço da história do Boa Vista Junina. Este ano, duas novidades convidam o público a resgatar e reviver memórias com elementos que fazem parte da trajetória do Maior Arraial da Amazônia.

Nesta quarta-feira, 3, a Prefeitura de Boa Vista abriu as portas do Centro de Memória do Boa Vista Junina e do Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo com um convite nostálgico para os visitantes reviverem histórias que marcaram gerações ao longo de todas as edições do arraial.

O prefeito Marcelo Zeitoune visitou os espaços com a família

“É um momento em que a gente preserva a nossa cultura, a cultura amazônica, a cultura nordestina e também a nossa culinária. O Boa Vista Junina já faz parte da história da cidade e esses espaços ajudam a contar essa trajetória”, destacou o prefeito Marcelo Zeitoune.

Centro de Memória do Boa Vista Junina 

O Centro de Memória do Boa Vista Junina está instalado no prédio da Intendência

Localizado no prédio da Intendência, na Orla Taumanan, o Centro de Memória do Boa Vista Junina foi criado para resgatar e preservar a história dessa grande festa popular que é o Boa Vista Junina, reunindo registros, lembranças e elementos de um evento que se consolidou como uma das maiores manifestações culturais da Amazônia.

Cada detalhe conta um pedaço da história do Maior Arraial da Amazônia

Com a exposição “Arraial das Emoções, para sempre em nossos corações” o Centro de Memória é um convite para que as novas gerações conheçam e valorizem as tradições juninas. O espaço fortalece o sentimento de pertencimento e mantém viva a história de milhares de pessoas, artistas, quadrilheiros, músicos, entre outros, que contribuíram para o crescimento e o sucesso do Boa Vista Junina.

Figurino do apresentador oficial do BV Junina, Chiquinho Santos

Entre os destaques estão trajes de noivos, abadás, troféus e figurinos que marcaram apresentações, como a do apresentador oficial do Boa Vista Junina, Chiquinho Santos. Todos os elementos ajudam a contar a história do evento desde suas primeiras edições até os dias atuais.

Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo

O espaço destaca o símbolo gastronômico do Boa Vista Junina

O Lugar de Memória da Maior Paçoca do Mundo, localizado no Centro de Artesanato Velia Coutinho celebra um dos símbolos mais marcantes do Boa Vista Junina, a paçoca de carne seca, que em 2024 foi reconhecida internacionalmente e entrou para o Guinness World Records, o livro dos recordes.

A iniciativa homenageia essa conquista histórica e destaca a importância da gastronomia regional como expressão da cultura e do orgulho de Boa Vista, celebrando o tempero e o sabor da nossa culinária.  

A paçoca de carne de sol é reconhecida internacionalmente 

O espaço reúne objetos de barro e os alimentos utilizados na produção da paçoca, como a farinha de mandioca, apresentada em um tacho no centro do local. Também conta com as tradicionais lojas de artesanato, que comercializam colares, ímãs, roupas, bolsas, anéis e outros

Abertos ao público

Os dois espaços foram criados para fortalecer a conexão da população com a própria história e seguem abertos para visitação até o dia 30 de junho, das 12h às 18h, com entrada gratuita.

Presidente da FETEC, Dyego Monnzaho, e diretora de Turismo, Alda Amorim

“São lugares que contam a história da nossa cultura, dos grupos folclóricos e também da nossa gastronomia. É uma oportunidade para que moradores e visitantes conheçam mais sobre as tradições que fazem parte da nossa identidade”, destacou a diretora da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC), Alda Amorim.