Boa Vista Junina

BV Junina 2026 - Congresso Técnico reúne grupos e julgadores para alinhamento do concurso de quadrilhas juninas

Encontro alinha critérios de avaliação, esclarece o regulamento e apresenta novidades na premiação do Maior Arraial da Amazônia.

Por Wandilson Prata

há 3 horas - Última atualização há 3 horas

Com a aproximação do Boa Vista Junina 2026, a gestão municipal reúne nos dias 11 e 12 de junho, na Sala de Múltiplo Uso do Teatro Municipal, representantes das 20 quadrilhas participantes do concurso e os julgadores responsáveis pela avaliação dos espetáculos durante o 2º Congresso Técnico do Maior Arraial da Amazônia.

Promovido pela Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (Fetec), o encontro tem como objetivo esclarecer o regulamento do concurso, alinhar os critérios de avaliação e garantir mais transparência e segurança na condução das apresentações que ocorrerão entre os dias 13 e 19 de junho, na Praça Fábio Marques Paracat.

Jurados se familiarizam com as propostas artísticas das quadrilhas

“Durante o congresso, cada grupo tem 25 minutos de apresentação. É a finalidade é fazer com que os julgadores se familiarizem com os temas e propostas artísticas culturais que as quadrilhas apresentarão no Boa Vista Junina, durante todo o concurso que acontecerá no tablado, facilitando o trabalho de avaliação de cada julgador”, disse Chiquinho Santos, coordenador do Concurso.

Critérios de avaliação

O concurso terá a disputa dos grupos: Especial (dez quadrilhas) e Diamante (seis quadrilhas). Conforme o regulamento, cada agremiação terá entre 25 e 30 minutos para se apresentar na Arena Junina no dia da disputa pelo título de campeã.

A comissão julgadora será composta por 15 profissionais, dos quais 12 terão a missão de avaliar os aspectos artísticos das apresentações. Além da avaliação geral das apresentações, outros três jurados serão encarregados dos prêmios técnicos individuais.

Quadrilhas terão de 25 a 30 minutos para se apresentar na Arena Junina

A proposta é reconhecer os profissionais que atuam nos bastidores dos espetáculos, com categorias voltadas para visagismo (maquiagem, cabelo e caracterização), iluminação cenográfica e cenografia.

Os jurados estarão distribuídos em três grupos, cada um responsável por critérios específicos. O grupo A analisará os quesitos animador, animação e coreografia. Já o grupo B avaliará casal de noivos, figurino e entrada. Por sua vez, o grupo C será responsável pelos critérios repertório, tema e criatividade.

Das dez quadrilhas participantes do grupo Especial, as duas primeiras colocadas garantirão vaga na nova categoria em 2027, o grupo Diamante. Por outro lado, as agremiações que terminarem entre a 7ª e a 10ª posição serão rebaixadas para o Grupo de Acesso.

Novidades na premiação

A apuração do concurso será no dia 18 de junho e, segundo Chiquinho Santos, a edição deste ano também traz novidades na premiação, ampliando o reconhecimento aos artistas envolvidos na construção dos espetáculos. A premiação para as quadrilhas será de troféus para as três primeiras colocadas de cada grupo e, certificados para todas as quadrilhas que participaram do Boa Vista Junina 2026.

“A novidade da avaliação do concurso desse ano, é que o premiado são os artistas, que receberão certificados. Além dos jurados escolherem um prêmio de inovação de qualquer elemento do grupo de quadrilha, seja cenográfico, coreográfico, dramático”, destacou.

Julgadores estreantes destacam a grandiosidade e a riqueza cultural do evento.

Entre os integrantes da comissão julgadora está Fabiano Fayal, carnavalesco e figurinista de Manaus (AM), além de produtor cultural do Festival Folclórico de Parintins. Com mais de 30 anos de atuação na área cultural, ele participa pela primeira vez como julgador do Boa Vista Junina.

Carnavalesco, figurinista e produtor cultural, Fabiano Fayal participa pela primeira vez do evento

“Esse é um trabalho que requer muita atenção e seriedade acima de tudo, dentro do trabalho, respeitando a cadeia produtiva de cada lugar. Para mim, está sendo uma honra participar do Boa Vista Junina, porque é uma experiência nova e que vou levar para o meu estado”, afirmou Fayal.

Dentre os representantes de Roraima, a professora Mirella Miranda, do curso de Letras da Universidade Federal de Roraima (UFRR), também estreia na função de julgadora do Maior Arraial da Amazônia. Com mais de 20 anos dedicados à educação, a paraibana destaca a riqueza da experiência e o contato com um universo que vai além das apresentações no tablado.

Professora da UFRR, Mirella Miranda integra a comissão julgadora do arraial.

“Estou conhecendo esse universo, onde vejo a paixão das pessoas em um espetáculo muito sofisticado e profissional. Porque quando vemos de longe a apresentação, não percebemos o quão é cuidadoso é o figurino. Então, está sendo muito rica a experiência, de conhecer o processo da avaliação e de como as comunidades se envolvem no Boa Vista Junina”, ressaltou Mirella.