Segurança

AGOSTO LILÁS - Ação na Serra da Moça orienta crianças sobre prevenção à violência contra a mulher

CREAS e Patrulha Maria da Penha apresentaram aos estudantes informações a respeito dos tipos de violência e canais de denúncia

Por Jaqueline Pontes

há 5 horas

Com a programação do Agosto Lilás em curso, a Comunidade Indígena Serra da Moça recebeu, nesta segunda-feira, 10, uma ação da Rede de Proteção à Mulher, voltada aos alunos da Escola Municipal Vovô Jandico. A iniciativa foi promovida em parceria pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e pela Patrulha Maria da Penha.

 

Programação ocorre durante o mês de agosto

 

Durante a palestra, as crianças participaram de uma conversa educativa sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, aprendendo a reconhecer situações de violência física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. De acordo com a coordenadora do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado à Família e Indivíduos, Ingrid Furtado, essas ações levam informação e promovem a prevenção, contribuindo para evitar a violência contra a mulher.

 

Ação ocorreu na comunidade indígena

 

“Há alguns anos, o CREAS realiza ações em parceria com a Patrulha Maria da Penha nas comunidades indígenas de Boa Vista, com o objetivo de promover conscientização, prevenção e proteção às mulheres. A iniciativa busca evitar que situações de violência aconteçam, fortalecendo a rede de proteção e contribuindo para que esses casos sejam cada vez menos frequentes”, disse.

Sensibilização na escola

De forma adequada à faixa etária dos estudantes, a equipe também reforçou a importância de não se calar diante de uma situação de violência e explicou que é possível buscar ajuda com adultos de confiança e pelos canais da rede de proteção. Para a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Jessyka Pereira, levar esse conhecimento para a escola é uma forma de ajudar as crianças a identificarem onde e como buscar ajuda.

 

Patrulha Maria da Penha visitou crianças

 

“Trouxemos informações sobre os crimes previstos na Lei Maria da Penha, como acionar os canais de socorro e de que forma o CREAS atua diante dessas violações de direitos. A proposta é levar esse conhecimento às crianças para que elas possam identificar situações de violência não apenas no ambiente escolar, mas também no ambiente familiar”.

 

Crianças identificaram tipos de violência

 

As crianças participantes da ação compartilharam o que aprenderam durante a palestra. Andris Maryoris, de 11 anos, ficou atenta e aprendeu que a violência não pode ser tolerada. “Devemos cuidar e proteger as mulheres. Se acontecer alguma coisa ruim, a gente pode pedir ajuda. Não pode empurrar, maltratar e insultar”, contou.

 

Andris Maryoris participou da ação

 

A atividade também despertou a atenção dos meninos. É o caso de João Lucas, de 10 anos, que saiu da ação com os números de telefone da Rede de Proteção memorizados. “Proteger as mulheres é importante e a gente não pode ter medo de ligar para o 180 e para o 190 pedir ajuda”, destacou.

 

Atividade chamou a atenção dos meninos