Assistência Social

"O OLHAR QUE PROTEGE" - Ação orienta famílias sobre combate ao abuso e à exploração sexual de menores

Roda de conversa com exibição de filme e dinâmica lúdica reuniu pais e responsáveis no CRAS Cristiana Vicente Nunes

Por Lucas Aires

há 6 horas - Última atualização há 6 horas

Nesta sexta-feira, 21, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Cristiana Vicente Nunes, no bairro Centenário, promoveu a ação "O Olhar Que Protege" para famílias do programa Família Que Acolhe (FQA). A programação abordou o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, com foco na sensibilização dos responsáveis. A iniciativa também orientou sobre onde buscar ajuda em casos de suspeita.

 

 

Além da roda de conversa, a atividade incluiu a exibição do filme "Preciosa – Uma História de Esperança", uma dinâmica de perguntas e respostas, além da brincadeira "Semáforo do Toque", recurso lúdico que ensina crianças e responsáveis a identificar toques permitidos (verde), que exigem atenção (amarelo) e que não são permitidos (vermelho).

 

"Queremos conscientizar os pais de que o CRAS é um local de acolhimento", pontuou Laiza

 

A gerente do CRAS, Laiza Pereira, explicou que o tema já havia sido trabalhado com outros públicos, mas que, desta vez, a atenção se voltou especialmente aos participantes do Família Que Acolhe.

“Fizemos esse trabalho com o Projeto Conviver e o Cabelos de Prata, mas agora focamos no FQA, que atende mais de 1.300 beneficiárias. Queremos conscientizar os pais de que o CRAS é um local de acolhimento e que eles, juntamente com a comunidade, são responsáveis pela segurança das crianças e adolescentes. Orientamos onde denunciar, onde buscar ajuda e como fortalecer a confiança na relação com os filhos”.

 

"Na primeira gestação, fui acolhida e tive dúvidas respondidas. Agora, na segunda, o programa continua maravilhoso", destacou Kaira

 

Beneficiária do programa há cerca de três anos, Kaira Fabiana agradeceu o acolhimento e destacou a importância da roda de conversa para reforçar o diálogo com os filhos sobre proteção.

“Entendi melhor como abordar esse assunto com meus dois filhos. Na primeira gestação, fui acolhida e tive dúvidas respondidas. Agora, na segunda, o programa continua maravilhoso. Aqui há pediatras e especialistas, e a criança é acompanhada até os dois ou três anos. Espero que todas as mães tenham esse acolhimento".

 

"Minha expectativa é grande e espero levar esse aprendizado não só para mim, mas para outras pessoas que não conhecem o tema", disse Liliane

 

Participante do seu primeiro encontro no FQA, Liliane Falk, gestante de quatro meses, disse que as dinâmicas ampliaram seu conhecimento e reforçaram a importância da rede de apoio.

“Estou na minha primeira gestação e essa é a primeira vez que participo do programa. Os diálogos foram esclarecedores, porque eu nunca tinha recebido orientações tão detalhadas sobre como proteger meu filho desde cedo. Saber que a Prefeitura oferece esse suporte me dá mais tranquilidade e confiança para encarar a maternidade. Minha expectativa é grande e espero levar esse aprendizado não só para mim, mas para outras pessoas que não conhecem o tema”.

*Supervisionado por Shirleia Rios*