Saúde

OVITRAMPAS - Prefeitura inicia instalação de armadilhas para reforçar monitoramento do Aedes aegypti

Estratégia prevê a implantação de 200 ovitrampas em 14 bairros de Boa Vista

Por Ana Gabriela Gomes

há 2 horas

Moradores do bairro Equatorial começaram a receber nesta segunda-feira, 17, as primeiras ovitrampas utilizadas pela Prefeitura para monitorar a presença do mosquito Aedes aegypti em Boa Vista. A instalação marca uma nova etapa da estratégia, iniciada na semana passada com o mapeamento de imóveis em 14 bairros que vão receber as armadilhas.

As armadilhas são trocadas de cinco a sete dias após a instalação

Durante as visitas, os Agentes de Combate às Endemias (ACE) instalam as ovitrampas e explicam aos moradores a finalidade da estratégia e os cuidados necessários. O acompanhamento permitirá identificar as áreas com maior presença do mosquito para intensificar as ações de prevenção e controle.

Maria Silvia de Azevedo é ACE há quase 15 anos e integrou uma das equipes de instalação das armadilhas. Segundo ela, a participação dos moradores é fundamental para o sucesso da estratégia.

Os agentes Maria Silvia e Brito iniciaram as instalações no bairro Equatorial

“É uma ação que requer muito a participação dos moradores, para que aceitem receber a armadilha. Isso nos dá a garantia de conhecer a procedência dos mosquitos e a resistência aos inseticidas que usamos. É um trabalho muito importante para saber sobre o desenvolvimento do mosquito e quais áreas são mais afetadas pela presença dele”, destacou.

Trabalho em parceria com a população

Morador do Equatorial desde 2018, Matheus Vasconcelos já está acostumado a receber as equipes de endemias em casa. Segundo ele, os agentes fazem o acompanhamento com frequência.

"Eles fazem um acompanhamento semanal aqui no bairro", disse Matheus

“Foi explicado quando eles vieram aqui semana passada sobre como ia funcionar e qual o objetivo da armadilha. Eu acho bem interessante porque a gente não tem todo esse acompanhamento, no geral, em algumas localidades. É bem interessante a gente ter um projeto desenvolvido para isso, visando ao controle, à prevenção e à redução dos riscos”, contou.

Entre cinco e sete dias após a instalação, as palhetas colocadas dentro das ovitrampas serão recolhidas pelas equipes para análise. Ao todo, 14 bairros receberão a estratégia. A escolha das áreas considera o cenário epidemiológico e a ocorrência de casos prováveis das arboviroses causadas pelo mosquito, como dengue, zika e chikungunya.

Marlon contribuiu com o serviço da prefeitura ao aceitar a instalação da ovitrampa em casa

Marlon da Silva mora no Equatorial há quatro anos e aceitou a instalação da armadilha em casa. “A gente também procura fazer a nossa parte, mantendo o espaço limpo e evitando qualquer lugar que possa acumular água. É um trabalho que ajuda a prevenir o mosquito e cuidar da saúde de todo mundo”, disse.

MANTENHA OS QUINTAIS LIMPOS – Mesmo com o monitoramento das ovitrampas, os cuidados dentro das residências continuam essenciais. Por isso, a população deve manter quintais e áreas externas limpas, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir o acesso dos agentes, que sempre estão identificados, durante as visitas.

Ao todo, 14 bairros vão receber a estratégia

Com a coleta dos ovos do mosquito, será possível identificar a presença do Aedes aegypti nas áreas monitoradas e acompanhar a distribuição do vetor no município. Essas informações contribuem para orientar e direcionar as ações de prevenção e controle.

A instalação do equipamento será gradativa, ampliando o acompanhamento das áreas consideradas estratégicas pela vigilância. Coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), a iniciativa integra as ações permanentes de enfrentamento às arboviroses na capital.

Além de manter os quintais limpos, a população colabora ao receber os agentes

Paralelamente ao monitoramento, seguem as ações de prevenção e controle do mosquito, com visitas domiciliares, identificação e eliminação de possíveis criadouros e orientações à população.

Para que o trabalho tenha resultados mais efetivos, a colaboração dos moradores também é importante. Manter quintais limpos, eliminar recipientes que possam acumular água e permitir o acesso dos agentes às áreas externas das residências são medidas simples que ajudam a evitar a reprodução do mosquito.