PATRIMÔNIO CRIATIVO - Carta Coletiva será elaborada para fortalecer preservação cultural
Documento será construído nesta quarta-feira, 26, a partir das contribuições de representantes do poder público, instituições e sociedade civil
Por Wandilson Prata
há 42 minutos - Última atualização há 25 minutos
A programação da Semana do Patrimônio Cultural de Boa Vista teve continuidade nesta terça-feira, 25, na Sala de Múltiplo Uso do Teatro Municipal de Boa Vista. A iniciativa tem como um dos principais objetivos a construção da Carta Coletiva, que reunirá propostas e contribuições para fortalecer as políticas de preservação e valorização da memória e da identidade local na cidade.
Promovido pela Prefeitura de Boa Vista, por meio da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC), em parceria com a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Roraima (IPHAN), o encontro tem como tema “Patrimônio Criativo de Boa Vista: Tempo, Identidade, Inclusão Produtiva e Renda”.
O evento reúne representantes do poder público, instituições e sociedade civil para discutir estratégias, compartilhar experiências e fortalecer a integração entre diferentes setores. Este segundo dia de atividades foi dividido em dois momentos. Pela manhã, ocorreu o Grupo de Trabalho I, com o tema “Sistema Nacional do Patrimônio Cultural: Construção do Pacto Federativo no Estado de Roraima”. No período da tarde, as discussões tiveram continuidade com o Grupo de Trabalho II, que abordou “A Dimensão Legal do Patrimônio Cultural”.
De acordo com a coordenadora do Patrimônio Cultural de Boa Vista, Carolina Albuquerque, a programação continua na quarta-feira, 26, com a construção da Carta Coletiva do Patrimônio para Boa Vista, durante a tarde. À noite, será feita a leitura do documento, que reunirá as principais contribuições e propostas discutidas ao longo do evento.
“Esses encontros são importantes para debatermos sobre o patrimônio, que é composto por símbolos, referências e elementos que têm significados diferentes para cada um de nós. O resultado desses dois grupos dará forma à construção da nossa carta coletiva. Esse documento é para a cidade, por isso o nome é ‘Carta do Patrimônio Cultural para Boa Vista’. Depois, ela será entregue simbolicamente à nossa autoridade maior, que é o prefeito da cidade”, disse a coordenadora.
A antropóloga e superintendente do IPHAN em Roraima, Larissa Guimarães, destacou que a Carta do Patrimônio para Boa Vista é uma proposta da FETEC que busca reunir as discussões sobre o Pacto Federativo e contribuir para a implementação do Sistema Nacional do Patrimônio Cultural.
“Nossa proposta é tentar implementar, no estado de Roraima, articulações entre os entes federados: governo federal, estadual e municipais, bem como as instâncias públicas, além de envolver também a sociedade civil. Então, o objetivo é que a gente consiga trabalhar e cooperar juntos, para que possamos pensar de forma articulada e alcançar as pessoas. Por isso, é importante compreender os territórios, identificar suas necessidades e definir os melhores caminhos. Mas, para isso, é preciso estruturar políticas, conhecer a realidade e, então, pensar em alternativas”, afirmou Larissa.
Participantes trocam ideias e apresentam soluções
Durante a formação dos grupos, os participantes tiveram a oportunidade de trocar ideias e apresentar suas propostas, destacando problemas, desafios e possíveis soluções, além de refletir sobre a importância da consciência coletiva e da integração para a preservação da memória e da identidade de Boa Vista.
Entre as participantes estava a professora do curso de Turismo do Instituto Federal de Roraima (IFRR), Luciana Vitório, roraimense e filha de mãe Tupinambá e pai Kokama. Para ela, o Pacto Federativo de Patrimônio Cultural é fundamental, especialmente na área da educação, em que atua.
“Um dos desafios que discutimos é a falta de informação básica. Coloquei essa questão em pauta no grupo do qual participo, para que, de alguma forma, ela seja incorporada às discussões do Pacto Federativo. Por isso, considero fundamental que a educação patrimonial seja valorizada em todos os níveis, tanto na educação básica quanto no ensino superior, onde atuo”, ressaltou Luciana.