SETEMBRO AMARELO - Integrantes do Cabelos de Prata participam de encontro com diálogos sobre a vida e o cuidado com a saúde mental
Encontro no CRAS Sílvio Leite abordou prevenção ao suicídio com dinâmica do copo e reforço aos vínculos comunitários
Por Lucas Aires
há 1 hora - Última atualização há 1 hora
Em uma manhã dedicada à escuta e ao cuidado, os integrantes do Projeto Cabelos de Prata participaram de uma palestra sobre bem-estar emocional, em alusão à campanha Setembro Amarelo. A atividade ocorreu nesta quinta-feira, 3, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Sílvio Leite e teve como propósito promover a valorização da vida e o cuidado com a saúde mental dos participantes.
O encontro reforçou que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo, especialmente na terceira idade. A gerente do CRAS Sílvio Leite, Eliziane Araújo, explicou que o grupo trabalha diferentes temáticas ao longo do ano e que, em setembro, o foco é o cuidado com a saúde mental, com informações sobre atendimento, qualidade de vida, troca de experiências e acolhimento.
“Estamos trabalhando o Setembro Amarelo, com informações sobre a importância de cuidar da saúde mental e sobre a prevenção ao suicídio. Além das palestras, os participantes fazem alongamento, circuitos de mobilidade e atividades de interação, que ajudam na socialização e no combate ao isolamento”, disse Eliziane.
Convidada para conduzir o encontro, a técnica de referência do CRAS Nova Cidade, Marcele Figueira, explicou que o suicídio é um fenômeno multifatorial, sem uma causa única. Ela utilizou a dinâmica do “Copo da Vida” para mostrar que o sofrimento emocional pode ser silencioso e acumulativo e que cada pessoa carrega suas próprias marcas.
“A proposta do Setembro Amarelo é trazer sensibilização e conscientização sobre a prevenção ao suicídio. Usei a analogia do ‘Copo da Vida’. Desde o ventre, vamos guardando situações, cada gota enchendo esse copo, até que ele transborde. Muitas vezes, as pessoas julgam quem tenta tirar a própria vida, mas não sabem o quanto aquela pessoa já carregou. A dinâmica mostrou as marcas invisíveis que cada um traz e a importância de não julgar, mas acolher”.
Integrante do Cabelos de Prata há quatro anos, dona Lia Porto, 68 anos, compartilhou sua trajetória de superação e contou como a iniciativa a ajudou a superar a depressão.
“Eu acho muito boas essas reuniões. Deveria ter mais, porque nós, idosos, precisamos muito. A gente vem pra cá, escuta coisas importantes e se sente acolhido. Com a idade, a depressão pode chegar. Eu mesma já passei por isso. Na época da pandemia de Covid-19, fiquei mal. Tinha medo até de atravessar a rua. Mas foi o Cabelos de Prata que me ajudou a superar isso. Comecei a participar, me desenvolvi e, graças a Deus, estou bem”.
Para buscar ajuda, disque 188.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito, sigiloso e 24 horas para quem precisa de apoio emocional.
*Supervisionado por Shirleia Rios*